É possível deixar a homossexualidade? Abandonar o homossexualismo?

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Cursei cinco anos de psicologia e meu foco de estudos pessoais foi sempre a sexualidade humana. Por isso, em 2006, escrevi o livro chamado O ARMÁRIO justamente para ajudar pessoas com este tipo de pergunta “É possível deixar a homossexualidade? Abandonar o homossexualismo?”

Antes de mais nada, o termo “homossexualismo” não é mais utilizado. Ele tem o sufixo “ismo” que caracteriza doença. Sim, a homossexualidade, há muitos anos, foi considerado uma perversão sexual pela ciência médica. E isso eu também cito no meu livro O ARMÁRIO. Aliás, se você tiver oportunidade, leia este meu livro na versão impressa ou digital: ele é, de fato, bem esclarecedor. Mas, continuando, a homossexualidade há muitos anos foi condenada pela religião e também pela ciência. Porém, depois de muitos estudos e pesquisas, constatou-se algo muito interessante:

A homossexualidade não é uma doença. Ela não é uma perversão sexual. Como eu digo sempre, baseado nos meus estudos, é que ela é apenas uma vertente saudável da sexualidade humana. Nada mais que isso.

Se você tem problemas com seus desejos homossexuais, mais uma vez, recomendo ler meu livro O ARMÁRIO pois ele não irá forçar você a “se assumir”. Mas te mostrará caminhos e possibilidades que eu passei, enquanto homossexual, e o que você pode ou não fazer para melhorar a sua vida. Claro que a decisão final, e eu explico isso no livro, é sempre sua. Você é o único responsável por todas as opções que faz na sua vida. O que não pode acontecer, é ter sofrimento. Isso, não. E se você veio parar nesta página, com certeza deve estar sofrendo com isso.

Mas porque eu insisto que você leia meu livro O ARMÁRIO? Bom, embora eu tenha me formado em psicologia e estudado muito a sexualidade humana, eu não tenho uma clínica psicológica. Na verdade, neste exato momento que escrevo este post, eu trabalho como jornalista na APOGLBT, ONG responsável pela maior Parada LGBT do mundo. E amo o meu trabalho. Logo, não dou assistência psicológica (não trabalho como psicólogo) nem em clínica, nem por e-mail ou chat. Porém, este meu livro O ARMÁRIO eu escrevi em 2006 para ajudar pessoas como você, e, entre nós, ele já ajudou – realmente – muita gente: afinal, é um livro que fala sobre a entrada e a saída do armário, família, religião, machismo e outras questões que eu considero importantes para uma vida saudável ou autêntica.

Como eu digo lá também, caso você leia e seu problema ainda seja muito grave, procurar uma ajuda psicológica é uma alternativa. Apenas tome cuidado pois muitos psicólogos, infelizmente, não tem preparo ou conhecimento sobre a homossexualidade e pode acontecer (narro casos no livro também) de você encontrar alguns deles que são homofóbicos e que acreditam na “terapia de conversão”. A famosa “cura gay”.

Fuja disso. Cura gay não existe. Reversão da homossexualidade também não. Caso opte por ler O ARMÁRIO, e quiser ler meu romance gay chamado THEUS: Do fogo à busca de si mesmo, apesar de ser uma obra de ficção, ele narra justamente a vida de um jovem que é internada em uma fazenda religiosa de “cura gay” que, na verdade, não cura nada.

Logo, o importante neste momento é você, de fato, buscar ajuda em livros sérios sobre a homossexualidade que vá realmente te ajudar com estas questões. Com eu digo em outro artigo que escrevi, chamado “Psicologia: a importância de “sair do armário”. Leia e compartilhe!” você só conseguirá ser realmente feliz sendo quem realmente você é.

Boa sorte! E se quiser assistir a um depoimento em vídeo, onde conto como eu “saí do armário“, o link é este aqui:
http://fabricioviana.com/depoimento-como-eu-sai-do-armario-saindodoarmario

Ainda se interessar, conheça meus outros livros com temática LGBT e me siga nas redes sociais. Tenha certeza que, se você caiu aqui, eu estarei torcendo para que você encontre paz e um conforto sobre esta questão. Apenas evite livros religiosos por enquanto, especialmente de pastores condenando a homossexualidade. Entenda, pela ciência/psicologia, o que foi dito acima: a homossexualidade é apenas uma vertente saudável da sexualidade humana.

Grande abraço!
Fabrício Viana