Sobre a tal vacina da cura gay desenvolvida pelos cientistas russos. Leia.

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Vamos ser bem sinceros? Desde que comecei a estudar em 2006 profundamente sobre a homossexualidade para escrever e publicar meu primeiro livro chamado O ARMÁRIO (hoje, referência no Brasil sobre), eu escuto falar sobre a “tal possível cura da homossexualidade“. Que nunca existiu e nunca irá existir. Aliás, no próprio O ARMÁRIO eu cito como, na história, cientistas tentaram provar (no início da ciência) incansavelmente e sem nenhum sucesso o quanto os homossexuais eram “doentes”. Hoje sabe-se que a homossexualidade nunca foi ou será, realmente, uma doença.

Ainda assim, o mundo é gigantesco e sempre que possível, aparecem notícias de alguém que fez algo para “tentar” o contrário. Recentemente, e acredite, virão outras notícias parecidas, o doutor Dimitri Yusrokov, médico russo do Instituto de Ciência e Medicina de Novosivirsk, alega ter desenvolvido uma vacina que promete remover os sintomas da homossexualidade em seres humanos, desde que o tratamento tenha início na juventude.

O anúncio do antídoto, sugestivamente chamado de “cura gay” nas redes, consiste na administração do nível de testosterona que o feto recebe dentro da barriga da mãe, e que aumentaria as chances da criança nascer com traços mais masculinos. O medicamento seria a base de Xerostogênio, um tipo de estrogênio encontrado em compostos químicos que, segundo os pesquisadores, é o responsável pela homossexualidade. O mais interessante é que a técnica é a mesma “ladainha” que encontramos em livros sobre a história da homossexualidade, como de Colin Spacer. Até aqui, nada muito novo: só alarde e nada palpável.

Aliás, para quem entende da dinâmica machista, parece mais uma injeção de “masculinidade” (testosterona) pro homem ser sempre homem, evitando seu lado feminino, ou melhor, gay. Sem falar ironicamente que, injetando mais testosterona, pode ainda nascer mais gays, porém peludos e rústicos (a comunidade bear agradece!).

Países como a China e Arábia, com sua cultura mais atrasada, já estão de olho na vacina. Outros cientistas americanos e europeus já expressaram um certo cetismo quanto ao procedimento: como eu disse, não tem nenhuma novidade até então. Parece realmente aquelas práticas antigas, que já tentaram e não funcionaram. Não tem como funcionar.

Para quem não leu meu livro O ARMÁRIO ainda, vale lembrar que diversos estudos ao longo de muitos anos (por todo o mundo!) comprovaram, por A + B, que a homossexualidade não é uma doença. Hoje em dia, doença é ter uma orientação sexual discordante: sou gay e não assumo que sou gay, por exemplo. Alias, está até na Classificação Internacional de Doenças (pesquisem pelo termo Orientação Egodistônica)

Logo, essa notícia é só para confundir, ainda mais, nossa população que já não entende nada da nossa homossexualidade: que ela é apenas mais uma vertente saudável da sexualidade humana. Por isso, inclusive, lancei o projeto http://educandoparadiversidade.com.br

Em tempo, caso queira, um dos meus livros, o romance gay THEUS aborda com modesta maestria a cura gay religiosa. Caso queira conhecer meus livros, o link é http://fabricioviana.com/livros. Afinal, só a informação correta acaba com tantos preconceitos. Concordam?