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Como encontrar homens gays adeptos ao poliamor e/ou relacionamento aberto?

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Estes dias, no meu stories do Instagram (aproveita e me segue lá!), abri para perguntas e duas delas, foram estas: “Como encontrar gays que gostem de poliamor” e outra “Como encontrar homossexuais que gostem de relacionamento aberto”.

É lógico que eu respondi. Mas, antes, para quem não sabe a diferença, relação aberta, é quando um casal abre a relação para sexo com terceiros. Esse sexo com terceiros pode ser juntos (geralmente é junto!) ou separados (mais difícil de acontecer, mas acontece!), entretanto, eles não se permitem ter envolvimento afetivo (namorar, trocar alianças, etc).

Já a relação poliamorosa vem do poliamor: amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Também, é muito comum que um casal namore um terceiro. Mas pode acontecer de um dos casais ter um namorado, e o outro, outro namorado ou nenhum (como era meu caso alguns meses atrás). Na verdade, varia de casal para casal e a configuração de sua relação: na dúvida, pergunte!

Logo, podem existir casais que tenham os dois (também meu caso), onde são poliamorosos e também tem relação aberta. E não, não é confuso. Como disse, mais uma vez, cada caso é um caso. Aliás, tenho um vídeo no meu Youtube que faz muito sucesso: Como namorar um casal. Se puder, assista!

Mas voltando para a pergunta. A minha resposta foi enfática. Primeiro, a maioria das pessoas não aceitam relação aberta e nem poliamorosa. Inclusive, falar isso na roda de amigos ou abertamente no seu Facebook, pode criar muitas inimizades. Sim, experiência própria. Quem é monogâmico acredita tanto na ideologia do romantismo que o defende cegamente: logo, tudo o que você demonstra é um ataque feroz a suas próprias vidas e relações (a maioria das pessoas são muito inseguras em suas relações!). Mas, fazer o quê? O que eu disse nas respostas (desculpem, mal de escritor escrever muito) é que, onde a maioria não concorda com essas relações, você deve procurar grupos de pessoas gays que gostem das mesmas coisas que você. E eles existem, e são muitos!

Por isso, tem diversos grupos de poliamor no Facebook. Inclusive, tem um grupo de Poliamor Gay onde diversos casais procuram um terceiro. Ou homens gays sozinhos, procuram casais ou ainda outro cara para formar um casal e procurar um terceiro. Ou quarto. Tudo é possível. Assim como existem muitos grupos de pessoas adeptas ao relacionamento aberto (tanto heterossexual, quanto homo ou bissexual). Basta procurar!

O que precisamos entender é que, se uma relação a dois já é complicada de acontecer (tem uma série de fatores que precisam “se encaixar”, além da vontade dos dois), relação a três, quatro ou mais é mais complicada ainda, pois os fatores para dar certo diminuem drasticamente. Mas, nada é impossível. A dica é sempre essa: nunca force nada. Não entre em uma relação poliamorosa apenas para dizer que esta em uma relação poliamorosa.

Relacionamentos, aberto, fechado, poliamoroso, enfim, tem que ser algo bom. Você esta bem consigo mesmo, se relaciona com outra pessoa (ou outras pessoas) para melhorar o que já está bom. Não entre em uma relação se você está fragilizado, ruim, etc. Como se ela fosse resolver todos os seus problemas. Primeiro resolva-se. Assim como você quer ser feliz, outras pessoas também buscam a felicidade. E não problemas. Claro que, nem tudo é perfeito. Somos falhos, temos altos e baixos. Mas entrar em uma relação apenas para estar em uma relação, pode ser uma grande furada: mesmo porque hoje é possível viver sozinho, sem sentir solidão e criando alguns vínculos afetivos e sexuais com amigos.

Só para finalizar, tudo o que você quer, procurem semelhantes. No meu romance gay chamado Theus, embora uma obra de ficção, coloquei de propósito um casal gay com relação aberta e poliamorosa. Se puder, leia. Vai ajudar a entender muitas coisas. Inclusive, lá os personagens recomendam outros livros sobre o tema. Não por acaso é um dos meus livros que mais faz sucesso (embora não seja o foco principal do romance homoerótico: verdade, também tem muita cena de sexo).

É isso. Espero que tenham gostado. E recomendem. Compartilhem. Afinal, eu nunca disse em lugar algum: seja gay, abra sua relação, seja poliamoroso ou afins. Cada um é cada um. Tudo tem sido bom pra mim. Mas não necessariamente será bom para o outro. Se tentar e não curtir, paciência. Talvez não seja sua praia. Apenas não critique quem pratica. Combinado?

Teatro LGBT: Silvetty Montilla estreia “O Nome dela é Valdemar”

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Silvetty Montilla, uma das transformistas mais conhecidas do Brasil, estreia peça “O nome dela é Valdemar”, escrito por Aziz Bajur e com direção de Eduardo Moreno.

Sinopse:

Em um apartamento no centro de São Paulo mora VALDEMAR (Silvetty Montilla), nome de batismo, que é apenas do conhecimento da família, para todos os outros ele é ela, ‘DéSIRée’, uma famosa e bem sucedida Vedete. Com ela também vivem MÁRCIO (Raphael Fallcão), seu namorado e sua empregada GIGI (Marcello Iazzetti).

Valdemar é natural de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, fruto de uma tradicional família, que jamais soube de sua vida dupla, mas a chegada de um primo, DESIDÉRIO (Marcos Paulo Moreira) pode botar tudo a perder. Desidério vem a mando dos pais trazendo uma herança para Valdemar, e quer aproveitar a oportunidade para aprender a ser homem com o primo que tem fama de machão.

Para não ser descoberta, ‘Désirée’ tenta enganar o caipira que acaba revelando segredos de sua antiga vida, deixando a personagem à mercê de sua maldosa empregada. Muitas confusões acontecem, e a chegada de sua Tia Finoca (Delurdes Moraes), uma senhora carola e quase cega, só piora tudo, provocando as mais diversas, insólitas e hilárias situações.

SERVIÇO

Teatro Brigadeiro
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 884 – Bela Vista
Tel.: (11) 3115-2637
Sábados às 21h
Estreia 28 de julho
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

Autor de livro sobre a homossexualidade marca bate-papo online com leitores

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Escrito em 2006 com a finalidade de ajudar as pessoas a entenderem a homossexualidade e os principais mecanismos psíquicos que envolvem a “entrada” e a “saída do armário”, o livro O Armário (produção independente, 144 páginas), é dividido em duas grandes partes: a primeira, narra sobre a vida do jornalista, escritor premiado, bacharel em psicologia e gay assumido Fabrício Viana e a segunda, sobre a história e diversos componentes importantíssimos sobre a “saída do armário”, como a história da homossexualidade, machismo e a homofobia internalizada.

Tem mais de 12 anos que eu escrevi O Armário e ele já ajudou muita gente. Embora falemos mais sobre a homossexualidade, ainda há muitas pessoas que precisam de ajuda para ser realmente quem são. A homossexualidade não é uma doença, é apenas uma vertente saudável da sexualidade humana. E não apenas homossexuais, pais, professores, psicólogos, todos podem ler meu livro e entender mais sobre esse desejo que ainda é considerado proibido por muitos”, diz o autor que, até o momento, já escreveu e publicou quatro livros com temática LGBT.

Segundo ele, a ideia do bate-papo surgiu graças as funcionalidades das “lives”, dentro do Instagram e páginas do Facebook. Entretanto, para este bate-papo, agendado para o dia 21 de Agosto entre 20h e 21h, a transmissão será feita apenas por sua página no Facebook. Link do evento online e gratuito aqui http://fabricioviana.com/evento2018

Como o livro é uma produção independente, Viana destaca que não adianta procurar meus livros nas livrarias. Tudo é vendido pelo meu site pessoal ou na Bons Livros Editora Digital, uma micro editora com diversos livros com temática LGBT.

Embora o bate-papo seja específico sobre a homossexualidade e o livro O Armário, Viana destaca que leitores podem também querer fazer perguntas sobre seus outros projetos, livros e ações atuais.

“Será um bate-papo informal, online e bem descontraído. Oportunidade única. Não costumo fazer lives”, destaca o jornalista e autor.

Serviço:

Bate-papo online sobre a Homossexualidade com Fabrício Viana
Dia 21/08 das 20h às 21h. Online e gratuito.
Basta confirmar presença no evento do Facebook:
http://fabricioviana.com/evento2018
Para comprar os livros do autor, visite http://fabricioviana.com/livros
Para versão impressa: http://bonslivroseditoradigital.com.br

Inclusão de Pedófilos, na sigla LGBT, é fake news. Diga não a LGBTP!

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Desde que escrevi, em 2006, meu livro sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a entrada e a saída do armário (livro O Armário) eu escuto diversas atrocidades querendo associar a homossexualidade a distúrbios psiquiátricos.
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E parece que as coisas não mudam. Recentemente, um candidato a presidência, que não vou citar o nome, mas já é conhecido por combater violentamente a comunidade LGBT, postou em suas redes que agora a comunidade LGBT que incluir o P, de pedófilos, na sua sigla, formando o LGBTP.
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Lógico que é fake news. Notícia falsa. Criada só para confundir ainda mais as pessoas. Afinal, pedofilia (abuso sexual de crianças) é doença e crime. Não tem ligação alguma com orientação sexual ou identidade de gênero, que é foco principal da luta do movimento LGBT.
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Se verem notícias assim, não compartilhem. Não divulguem. E comentem sempre sobre ser uma fake news (muita gente, infelizmente, nem faz ideia que é fake news). Paz. E mais informação pra tanta gente ignorante.

Após cena de gang bang, ator pornô pede namorado em casamento!

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Longe da minha pessoa cagar regras, mas eu sou do tipo de cara que primeiro a cama, se o sexo for bom pra todos, rola amizade, namoro e tudo o mais. Claro que tudo depende das afinidades. Talvez, por meu histórico, antigamente (e muita gente faz isso hoje: cada um é cada um), fica seduzindo o crush, leva pra sair, faz isso, aquilo e depois de alguns meses (tem gente que até um ano!) vai pra cama e faz sexo, daí descobre que o sexo é uma droga. Não rola química. E fazem por fazer.

Como sexo faz parte da saúde física e psíquica de um organismo, e bons orgasmos ajudam muito para a manutenção desta saúde (inclusive o hiperorgasmo, quando acontece!), eu sempre fui de fazer primeiro o “test drive”. Dai, se for tudo bem, rola pelo menos amizade. Estou escrevendo tudo isso porque, primeiro, amo escrever (não por acaso tenho mais de quatro livros publicados, com temática LGBT e premiados) e segundo que, como sou muito bem resolvido com estes assuntos, entendo perfeitamente a notícia que vou dar agora.

E é isso mesmo que você leu no título, após cena de gang bang (onde vários homens penetram apenas um, e isso também existe entre heterossexuais: vários homens penetram apenas uma mulher), namorado do passivo (aquele que está dando pra todo mundo), pede ele em casamento!

Se isso faz parte da encenação, não sabemos (acredito que não!). Entretanto, sabemos que casos assim são reais. Ou vocês acham que “puta” (ou pessoas que são atores/atrizes pornôs, etc) não namoram? Sim, eles namoram, casam e tem vida social como qualquer outra pessoa! Neste caso, aconteceu com o ator Brian Bonds que pediu o namorado, também ator, Mason Lear, após uma cena de gang bang.

A cena do pedido de namoro, não a de sexo, foi publicada no twitter da produtora Raw Fuck Club, especializada em sexo sem preservativos. Alias, antes de mostrar o link, uma observação, nunca condenei ninguém (mas também não incentivo: cada um, cada um) pelo não uso do preservativo (tem gente que não gosta mesmo), mas tem outras formas de se proteger ou, se não, faça exames pois se pegar alguma doença, embora não seja simples, trate: principalmente HIV (tomar a medicação, além de você ficar com carga viral indetectável, não vai retransmitir pra mais ninguém e viverá como qualquer outra pessoa). E essa dica não é só para gays, heterossexuais e bissexuais também! 😉

Bom, vamos ao vídeo da cena (e a prova mais concreta que amor e sexo são coisas distintas: o que move, por exemplo, minha relação aberta e poliamorosa): https://twitter.com/rawfuckclub/

E, quando for ler algum livro meu, comece pelo romance gay Theus, anda fazendo muito sucesso (inclusive, tem muita parte lá sobre relação aberta e poliamorosa)!

Sofreu discriminação/violência LGBT em São Paulo? Procure um Centro de Cidadania LGBTI

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Atendimento gratuito e especializado oferece apoio jurídico, psicológico e orientações sobre os serviços públicos disponíveis na rede

A Cidade de São Paulo conta com quatro Centros de Cidadania LGBTI. Os locais funcionam como pontos de orientação para a população a respeito dos serviços oferecidos na rede municipal, além de prestar apoio jurídico e psicológico às vítimas de violência LGBTIfóbica. As denúncias de LGBTIfobia podem ser feitas pelo disque 100 ou diretamente em um dos centros de cidadania.

Inaugurados em 2015 (Arouche, atual Luiz Carlos Ruas) e 2016 (Zona Sul, Zona Leste e Zona Norte), os centros atuam a partir de dois eixos:

• Defesa dos Direitos Humanos: atendimento a vítimas de violência, preconceito e discriminação com a prestação de apoio jurídico, psicológico e de serviço social, tudo com acompanhamento para realização de boletins de ocorrência e demais orientações.

• Promoção da Cidadania LGBTI: suporte e apoio aos serviços públicos municipais da região central, por meio de mediação de conflitos, palestras e sensibilização de servidores. Realização de debates, palestras e seminários.

Além das sedes fixas na Consolação, Santo Amaro, São Miguel Paulista e Parada Inglesa, quatro Unidades Móveis de Cidadania LGBTI percorrem São Paulo levando estes e outros serviços para as regiões, tornando as políticas públicas da Prefeitura de São Paulo ainda mais acessíveis para o público LGBTI.

A partir de 2017, todos os Centros também passaram a oferecer o Programa Transcidadania (antes restrito à unidade Arouche, no centro da cidade).

Com isso, passou a integrar o desenvolvimento do trabalho focado na capacitação escolar e profissional, com oferecimento de cursos, oficinas, debates e palestras, visando o desenvolvimento dos beneficiários e beneficiárias que frequentam os Centros, além de ampliar o alcance do programa.

Serviço:

Centro de Cidadania LGBTI Luiz Carlos Ruas
Rua Visconde de Ouro Preto, 118 – Consolação
Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Telefone: (11) 3225-0019
centrodecidadanialgbt@prefeitura.sp.gov.br

Centro de Cidadania LGBTI Laura Vermont (Zona Leste)
Avenida Nordestina, 496 – São Miguel Paulista
Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Telefone: (11) 2032-3737
centrolgbtleste@prefeitura.sp.gov.br

Centro de Cidadania LGBTI Luana Barbosa dos Reis (Zona Norte)
Rua Plínio Pasqui, 186, Parada Inglesa
Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Telefone: (11) 2924-5225
centrolgbtnorte@prefeitura.sp.gov.br

Centro de Cidadania LGBTI Edson Neris (Zona Sul)
Rua São Benedito, 408 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Telefone: (11) 5523-0413 / 5523-2772
centrolgbtsul@prefeitura.sp.gov.br

“Não apoio Bolsonaro”, diz Nego do Borel ao jornal O GLOBO

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Pois é, depois de publicar no meu blog sobre o beijo gay do vídeo clipe do Me Solta, muitos comentários de gays dizendo que o cara era apoiador do Bolsonaro e isso já bastava para não apoiar sua iniciativa (o que respeito, fazer o quê?). Porém, depois da polêmica, o jornal O GLOBO foi atrás e conseguiu um depoimento exclusivo do cantor: “Não apoio o Bolsonaro. Esta foto foi tirada num jantar em que eu estava também, a pedido do filho dele. Não costumo negar tirar fotos com ninguém.

Se eu apoio um candidato político, um jornalista me faz uma pergunta, querendo confirmar se eu o apoio ou não, o que eu falo? Se eu apoio, digo que apoio. Se eu não apoio, digo que não apoio. E ele disse que não apoia. Se ele diz que não apoia, quem somos nós para dizer o contrário? Tá mas ele bate em mulher! Ok, li isso. E nada justifica essa agressão. Mas é querer continuar disseminando o ódio ao rapaz. Na mesma matéria do O Globo, ele disse que a ideia do beijo gay partiu dele. E como eu disse la no meu post, ele poderia ter feito o clipe e não dado aquele beijo de língua. Querendo ou não, seu vídeo/sua música será visto por milhares de pessoas por todo o mundo. É só um beijo? É, mas um beijo midiático. Não adianta querer desqualificar. Mas, cada um é cada um.

Lembram do Mateus Carrilho? O cara nunca disse que era ex-gay, e o pessoal nas redes sociais caiu matando. Ontem a noite ele postou isso no Twitter:

Então, quando vejo 3 milhões de LGBTs e amigos na maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, vejo, também, quase (pois, ainda bem, nem todos!) 3 milhões de LGBTs e amigos alienados. É a militância de internet. É o mimimi. É a problematização. As vezes acho que estamos caminhando tanto pro meio digital que estamos nos tornando mais amargos, mais irracionais, nos bloqueando uns aos outros por opiniões diferentes. Ontem eu até bloqueie um cara que admirava (coisa que sempre critiquei!) pois o assunto era um e ele ficou insistindo em problematizar cada comentário meu. Veja bem, não o bloqueie por pensar o contrário de mim, o que mais faço é respeitar seja lá quem for, mas senti que ele queria, de fato, insistir em questionar, retrucar, problematizar algo que não precisava problematizar.

Como bem disse um antigo leitor meu, Abel Carvalho, o caso do Borel lembra o “pedantismo dos justiceiros sociais” do Jordan Peterson (vídeo abaixo). Algo que eu já sabia quando cursei minha primeira graduação (em psicologia), as pessoas tem graves problemas individuais há mais de 5 anos com um irmão, na sua família, ou outro parente (por exemplo), deveriam resolver (isso sim seria show de bola!), mas preferem resolver os problemas do mundo sendo o que já conhecemos como “militantes de internet”. Jogam suas frustrações não resolvidas no empenho de realizar grandes atos heroicos! Entretanto, não pesquisam, se baseiam no achismo e detonam qualquer um que acham que devem ser detonados. Ainda mais se outros também estão detonando.

Como eu disse, muita gente já me odiou por não ser um gay padrãozinho: monogâmico ou por expressar qualquer opinião contrária a heteronormatização. Acreditem, já fui muito mais agredido (inclusive por gays) por falar de relacionamento aberto, relacionamento poliamoroso e ateísmo. Isso porque não milito nestas áreas, apenas expresso meu modo de viver. Mais tolerância mundo. Até criticado por ter escrito livro de conto erótico gay, já fui. Sendo que nem tiveram o trabalho de ver que escrevo outros gêneros literários também (inclusive livros premiados). Sorte minha ter uma galeria de leitores linda, com muita gente que realmente curte e incentiva minha persona literária (inclusive, meu livro de contos eróticos gays é um dos que mais sucesso faz! Cada um gosta de um gênero! Ou de todos!), pra provar o contrário de muitas críticas desnecessárias.

Finalizando? Mais amor. Menos mimimi. Menos problematização. Vamos gozar mais. Transar faz bem para saúde. Talvez o problema também seja este (teorias para tanto desamor é o que não faltam!). Ainda vou publicar essa teoria do Wilhelm Reich (A função do orgasmo) no meu blog. Prometo. É, de fato, real.

Nego do Borel leva a Internet a loucura com seu beijo gay no clipe de “Me Solta”

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Claro que os mimimis já começaram! Muitos dizem que o cantor Nego do Borel fez uma música e um clipe gay para pegar a onda dos LGBTs famosos. Que isso não é luta, que isso não é movimento, e por aí vai indo (como se o vídeo fosse pro LGBT: mas é só o video de um artista cantor). Gente, o cara beija outro cara na boca, de língua. Não é selinho! Tem que ter muita coragem e ser muito ousado pra fazer isso, e ainda sofrer as consequências dos fãs. Especialmente. Não que um beijo entre dois homens na mídia hoje seja lá grande coisa, mas ele poderia não fazer.

Então se ele está pegando onda ou não, ele também está mostrando para um monte de cantor e artistas machistas pelo mundo, que LGBT também é inclusão nos morros, no funk e claro, na vida! Se ele só tivesse querendo mídia, teria apenas se travestido e não beijado um cara: QUE, CÁ ENTRE NÓS, FOI LINDO.

E por mais que ele apoie o Bolsonaro (Parte alterada: segundo entrevista no O GLOBO, ele não apoia o Bolsonaro: “Esta foto foi tirada num jantar em que eu estava também, a pedido do filho dele. Não costumo negar tirar fotos com ninguém.“), devemos entender que ter um político como favorito ou gostos e opiniões, não reflete outras esferas de nossa vida. Muita gente, por exemplo, não concorda com o fato de eu ser gay, poliamoroso e ter uma relação aberta (que cito esses temas inclusive no meu romance gay chamado THEUS). Mesmo muita gente querendo que eu seja um gay padrãozinho, monogâmico e afins, me seguem. Não me odeiam ou me julgam por isso.

Mas essa é minha opinião, por isso está publicado no meu blog! Vamos ao clipe:

Nego do Borel (Leno Maycon Viana Gomes), tu arrasou. Eu, particularmente, gostei da batida, do clipe, do boymagia (embora eu ache o Borel magya, mas ai vou gerar mais mimimi por ai), do beijo e de você. E olha que nem fã sou.

Tributo à Jason Slader (Walter Matins). Meu namorado lindo. Poliamor.

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Publicado no meu Instagram, neste link: https://www.instagram.com/p/Bk5PO33gtoQ/


06/07. Hoje é nosso primeiro aniversário de namoro que passo sem você. Faríamos 11 meses juntos. Quando você colocou a aliança me disse que jamais tiraria, por nada. Que seria pra sempre. E nunca tentou me roubar do meu marido. Entendeu no dia a dia que poliamor não se divide, agrega. Quando estavamos na balada só eu e você em um canto dançando, você me dizia, cadê o seu marido? Vamos atrás dele! Quando acontecia o contrário, Alex me chamava a atenção: você precisa dar mais atenção pro Jason/Walter. Um cuidava do outro. Embora muitos achassem que fosse um trisal, a gente raramente quando tinha paciência explicava: não, um é marido e o outro namorado (inclusive eu usando aliança de casado com Alex e outra de compromisso com o Walter). E todos nos dávamos muuuuito bem. Tudo foi sempre muito aberto. Muito verdadeiro. Muito lindo. Diferente de tanta gente que critica relação aberta e poliamorosa mas vive traindo namorados/as e esposas/maridos tentando passar algo que nunca foram: certinhos. Sociedade hipócrita. Sem amor. E amor foi o que mais tivemos. Tanta gente quer namorar. E a gente nunca quis. Simplesmente aconteceu. Dia a dia. Vídeo game. Filmes. Netflix. Baladas. Inconscientemente a gente passava quase que 24h juntos. Não existia aquela coisa melosa, mo, mozao, mozinho, bom dia, saudades, etc. Palavras sempre foram palavras. A atitude que demonstrava algo mais forte. Se eu estava sentado no sofa, em determinado momento ele grudava em mim. E vice-versa. E sabia que eu tinha também meus momentos com meu marido, que também amo (#poliamor: amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas não todo mundo!). Enfim. A gente não queria e aconteceu. Tanta gente quer e se esforça, mas não dá. Quando tem que ser, é. Naturalmente. Quando a gente não busca um amor, ele aparece onde a gente menos imagina. Mas vou parar por aqui. Prometo não postar mais nada nas redes sobre nós daqui para frente. To aqui só pra dizer o quanto feliz você me fez, eu te fiz e se existir mesmo outro plano espiritual (torço para estar errado em meu ateísmo), ainda seremos. Se você prometeu que seria pra sempre, será realmente pra sempre. Te amo pokopoko. #namoradolindo (como nos chamávamos). ❤️❤️❤️

Uma publicação compartilhada por Fabrício Viana 🌈 (@fabricioviana.sp) em

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Editado/Inserido, dia 07/08:

Há exatamente um ano nos conhecemos. Alex, meu marido, sempre muito ciumento, disse na frente dele: “Você deveria namorar um cara igual a ele!”. E foi assertivo. Não poderia ter sido tão perfeito. “Se eu colocar aliança é pra nunca mais tirar, será a primeira e única vez”, respondeu ele. E fazia (fazíamos) de tudo por isso. Enfim, desejo que todos os meus amigos experimentem algo tão intenso e bacana como tivemos. Exceto o problema de saúde que o levou. Fique bem #pokopoko#muitasaudade#mandandoboasvibracoes

Gofriendly é uma plataforma colaborativa de avaliação de lugares LGBT-friendly e trocas de experiências.

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Gofriendly

A Gofriendly nasceu com o propósito de mudar o mundo, de torná-lo mais inclusivo, com mais respeito à diversidade. SIM, os idealizadores do projeto acreditam (e eu também) que isso seja possível a partir dos lugares que frequentamos, quando saímos com nossos amigos, namorado ou namorada, na nossa cidade ou quando viajamos. E como fazer isso? Simples, avaliando os lugares que você costuma ir ou aquele bar, restaurante, café ou hotel que você foi pela primeira vez.

Justamente por isso, um de seus idealizadores (Luiz de França) e com quem trabalhei junto por conta de alguns projetos na APOLGBT SP, criou com amigos um sistema de financiamento coletivo para que o www.gofriendly.co possa ser melhorado, expandido e utilizado por mais pessoas.

Para isso, precisa de sua ajuda e de uma breve contribuição. R$ 10 já ajuda. Mas pode ser mais. Para fazer sua doação, basta ir ao endereço: https://benfeitoria.com/gofriendly