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Ator pornô hetero de 27cm Bo Sinn grava cena de sexo gay sem camisinha.

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Como bem sabem, eu amo literatura erótica (tanto que um dos meus livros – e um dos mais vendidos – é de contos eróticos gays), pornografia e o mundo do sexo propriamente dito. Claro que a gente não faz sexo 24h por dia como todos imaginam, nem tem como, afinal, o trabalho, os estudos e outros prazeres também são prioridades. Porém, quem entende de pornô, gay, bi ou heterossexual, vai se lembrar do famoso Bo Sinn. Ele é quase o Kid Bengala lá fora por conta dos seus 27 centímetros.

O que ninguém esperava, daí vem a surpresa, é que o grandalhão faria um vídeo pornô gay e bareback (sem camisinha). Aliás, entre nós, é sabido que vários atores heteros também curtem outros homens. Nem vou citar nomes para não ser processado aqui no meu blog. Mas já cansei de escutar histórias de fulano e cricrano que pelo menos deixa você chupar ou mete com força no rabo de alguns caras. Bom, deixaremos as fofocas de lado, vamos voltar pro Bo Sinn. Recentemente ele foi contratado pela produtora gay Bromo e já no seu primeiro vídeo ele contracena com o ator gay Tyle Knoxx tendo uma uma pequena participação do ator Ryan Bones.

Em entrevistas, Bo garante que fez o vídeo por dinheiro. O mesmo ocorre com aquele outro ator, heterossexual, brasileiro, casado com mulher e que tem filhos, que diz que faz vídeo pornô gay (ele sendo passivo, isto é, sendo penetrado) também por dinheiro. Se eles dizem isso? Quem somos nós, não é mesmo? Eu, repetindo novamente, amo pornô e acho que todos saem ganhando. Se bem que, neste mercado, como já relatou alguns amigos que são atores pornôs gays que eu conheço, o mar não está tão bom assim. Mas, é o que tem.

Caso queira ver o vídeo do Bo Sinn na cena gay, o trailer pode ser assistido aqui. Não está satisfeito? Ok. Parece que o vídeo já vazou. E, por enquanto, a versão completa aqui (não sei por quanto tempo ficará on). Se tiver mais novidades sobre ele, registre nos comentários. Se tiver ator pornô favorito, também. Sou bem curioso. 😉

O que são as IST: Infecções Sexualmente Transmissíveis?

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Não é difícil entender. Antigamente, muitas delas eram classificadas dentro da caixinha DST: Doenças Sexualmente Transmissíveis. O problema é que, nem todas, eram de fato doenças. Muitas delas começam como sendo infecções e, só depois disso, se transformam em doenças.

É o caso por exemplo do HIV. Quando você é infectado, você não fica doente instantaneamente. Após contrair o vírus (ter uma infecção, biologicamente falando), na maioria dos casos, seu corpo leva em média 5 ou 6 anos para que sua imunidade fique tão baixa que ele se transforme na AIDS (Síndrome da Imuno Deficiência), que aí sim é a doença propriamente dita (e onde muitos, que não sabem que tem HIV, morrem por não ter iniciado o tratamento anos antes)! Em algumas pessoas, isso leva apenas alguns meses, outras, mais anos (cada organismo reage de um jeito!). Mas esta é a média (não se atentar a ela, por favor! Afinal, novamente, cada organismo reage de um jeito). Isso significa que, mesmo estando com o HIV, você não tem sintoma algum, por isso ela é uma Infecção Sexualmente Transmissível.

Daí em diante tem muitas informações ligadas as IST que todos nós, direta ou indiretamente, precisamos entender. Você não precisa se aprofundar no assunto. Mas saber o que é Prep, Pep, saber que pessoas com HIV, que tomam medicação e tem carga viral indetectável não transmitem o HIV (falo isso inclusive dentro do meu romance gay chamado THEUS, aliás, um sucesso a parte, quando puder, leia: tem versão impressa e digital aqui)

E se você não tem muito tempo mas topa assistir 10 minutos de um vídeo, recomendo este, da Lorelay Fox em parceria com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Em poucos minutos, tem várias explicações de muitas coisas sobre as IST. Assista aqui mesmo:

Gostou? Então vamos dar uma ajudinha? Vamos compartilhar esse post na sua timeline?

Afinal, a informação é a única arma contra o preconceito e ignorância.

Combinados?

E não se esqueçam de me adicionar nas redes sociais. Todas aqui:
http://fabricioviana.com/redessociais

Caso queira conhecer todos os meus livros com temática LGBT, visite:
http://fabricioviana.com/livros

Iraniana realiza 50 cirurgias para ficar parecida com Angelina Jolie

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Sinceramente? Você se incomoda por ter um nariz muito grande? Seios enormes? Falta deles? Ou alguma outra coisa que a ciência e os procedimentos estéticos podem ajudar? Faça! Existem ótimos profissionais no mercado. Agora, fazer 50 cirurgias para ficar parecida com a Agnelina Jolie, não, né?

Mas não é isso que pensa a jovem de apenas 22 anos chamada Sahar Tabar. A iraniana começou com uma cirurgia plástica no nariz aos 19 anos. Não satisfeita, fez diversas outras. E tudo para ficar parecida com a atriz Angelina Jolie. Inclusive, em seu Instagram com mais de 470 mil seguidores, ela diz que fez questão de ficar magra perdendo 40Kg.

Suas fotos atuais são bem impactantes.

Confira você mesmo (direto do Instagram dela):

Muitas pessoas, nas redes sociais, diz que ela parece mais a personagem do filme “A Noiva Cadáver” do que a Angelina Jolie.

E você?

Teria coragem de fazer tantas cirurgias para ficar parecido com outra pessoa? Só o fato de deixar de ser você mesmo já me perturba muito! rs

VÍDEO: Pastor faz pênis de fiel voltar a funcionar simplesmente sentando nele

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Não é brincadeira não. Tanto que tem vídeo comprovando. Mas esse pastor, que já publiquei nota aqui no meu blog, com outros vídeos focados nos pênis dos fiéis, tem uma verdadeira fixação pelo órgão genital masculino. No mínimo.

Desta vez, Daniel Obinim, pastor residente em Gana, na Àfrica, senta com a bunda em cima do fiel na frente de todo mundo e faz uma oração. O objetivo é fazer o órgão masculino voltar a funcionar.

E a igreja aplaude de pé!

Assista você mesmo ao vídeo:

Para ler a outra matéria sobre ele e sua fixação peniana, também com vídeo, clique aqui.

Já pensou se a moda pega aqui no Brasil?

Se bem que tem muito pastor por aqui que faz isso, mas escondido. Depois aparece na mídia criticando homossexuais. Eles deveriam ler meu livro sobre a homossexualidade chamado O Armário. E sair do armário! rs

Cuidado com quem você conhece nos aplicativos de pegação.

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Há muitos anos, quando meu blog era dentro de um portal famoso voltado pra comunidade LGBT, fiz uma postagem parecida, relatando alguns casos que escutava na noite. Entre os comentários, um cara disse que, por eu ser escritor, eu estava “inventando” as coisas.

Naquele momento eu entendi que a gente só vê o que queremos ver. E muitos daqueles relatos eram tão insanos, pra ele, que ele realmente acreditava que fosse fruto da minha imaginação. Mas não eram.

Eu conheço muitas histórias. A última que escutei, acabei colocando dentro do meu romance gay chamado THEUS: Do fogo à busca de si mesmo. Não é o enredo principal, mas, o protagonista fica sabendo de uma coisa que aconteceu com uma travesti. No livro, é uma travesti. Mas a história real, que me baseei, aconteceu com um amigo gay. Ele estava em casa sozinho, achou um “boy magia” no aplicativo e convidou o mesmo para ir até sua casa. O boy tocou a campainha e ele abriu o portão. Quando abriu, mais dois caras – que estavam escondidos – entraram em sua casa.

Segundo este meu amigo, ele ficou preso em seu banheiro enquanto os três homens roubavam toda a sua casa. E, a todo o momento, eles conversavam alto decidindo se iriam ou não iriam matar ele. No final, depois de quase 5 horas roubando a casa inteira e ele preso no banheiro, deixaram ele viver: “Estamos indo embora, mas você vai ficar ai mais duas horas. Se sair antes, se ir atrás da gente ou se nos denunciar, voltamos aqui e acabamos com a sua vida”.

Claro que o problema não são os aplicativos de pegação. Coloquei isso no título da matéria pois hoje temos diversos aplicativos gays de encontros e é muito fácil chamar alguém até sua casa ou visitar a casa de alguém. Outro dia mesmo, um garoto mandou mensagem pro meu vizinho dizendo: “Meus pais estão trabalhando, cheguei da escola, estou sozinho aqui, vem agora!”. Daí você imagina, um jovem em casa sozinho convidando um desconhecido para ir até sua casa escondido dos pais.

Lembro-me, vagamente, que antes da Internet e esses aplicativos, um cara que conheci na balada gay pagava bebida pra todos os amigos todos os finais de semana. Desempregado, ele dizia que tinha uma renda guardada. Depois de alguns meses, o cara sumiu. O amigo dele, que era meu amigo, ao perguntar por ele, disse que esse cara “apareceu do nada” na roda de conversa deles e perguntou se ele conhecia algum lugar para dividir apartamento. Meu amigo disse que onde ele morava tinha um quarto vago. E alugou para ele. O que meu amigo não sabia era que, ao sair de casa para trabalhar, esse cara ia no quarto dele, pegava todos os documentos e fazia empréstimo pessoal em seu nome em várias operadoras de crédito. Por isso tinha tanto dinheiro sem trabalhar. Depois que descobriram, o cara apareceu com dois advogados. Dizendo que não tinha sido ele. E para não apanhar, desapareceu de São Paulo. Provavelmente aplicando golpes em outros lugares.

Ou ainda, na mesma época, de um conhecido que beijou um cara na balada, citou por cima onde morava e no outro dia o cara estava na porta da sua casa pedindo pra entrar. Ou de uma drag queem, novinha, conhecida que morava na rua Rego Freitas (centro de São Paulo), que foi encontrada morta após ter saído com outro boy magia. Ou de um senhor, na Vieira de Carvalho, artista plástico, que foi encontrado com o corpo carbonizado dentro de seu carro no dia seguinte após ter conhecido um garoto no mesmo local.

Sem falar em um empresário LGBT, famoso, muito esperto com esses golpes, que caiu no famoso boa noite cinderela. Ele me disse que nunca aceitava bebida de ninguém com medo. Mas uma vez conheceu um jovem em uma sauna gay e o levou para casa. No caminho, o jovem ofereceu um chiclete de goma, com recheio no meio. Ele aceitou, a embalagem estava fechada, nem percebeu maldade. Ao chegar em casa, capotou. Só acordou no dia seguinte com o apartamento roubado. Tudo indica que o jovem astuto injetou com seringa o sonífero dentro do chiclete. Coisa que ele jamais imaginaria, ja que era bem esperto com estas coisas.

Para essa e outras tantas histórias que não chegam à mídia, vale a pena dizer: tomem cuidado. Ainda mais nessa facilidade de encontros. Afinal, infelizmente, nem todo mundo mostra suas reais intenções logo de cara.

#COMPARTILHEM Sete bons livros para quem deseja “Sair do Armário”

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Em 2006 eu escrevi um livro sobre a homossexualidade chamado O Armário com o objetivo de ajudar as pessoas a “sairem do armário”. Em 2017 o Pedro Sammarco escreveu o Homofobia Internalizada, praticamente com a mesma função. Então, juntos, pensamos, poderíamos fazer uma lista de alguns livros que ajudem as pessoas a se aceitarem, não? Afinal, por mais que a sociedade fale mais sobre a homossexualidade, o preconceito, a desinformação e o medo de se assumir gay (e ser feliz) de muitas pessoas ainda é muito grande.

Claro que, com o nome de Armário encontramos diversos outros livros (inclusive de amigos meus). Mas nós resolvemos colocar nesta lista aqueles que lemos e que tem essa principal função de ajuda: e não apenas relatos pessoais dos autores.

Quem puder compartilhar a postagem, compartilhe. Afinal, sempre existe alguém em nossas redes sociais que passam por este problema e, infelizmente, não tem com quem conversar. Ou fazer uma psicoterapia.

Os livros – felizmente – ajudam muito a entender o outro e a si mesmo.

Meu Facebook aqui. Do Pedro, aqui.

Agora vamos direto para a lista. Ordem alfabética:

Livro: Auto-estima para homossexuais: um guia para o amor próprio
Autor: Kimeron N Hardin
Ano: 1999
Formato/tamanho: 14.0 x 21.0 cm
Páginas: 248
Editora: Edições GLS
Link para comprar http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/680/Auto-estima+para+homossexuais

Livro: Experiência homossexual: explicações e conselhos para homossexuais
Autora: Marina Castañeda
Ano: 2007
Páginas: 328
Formato/tamanho: 14.0 x 21.0 cm
Editora: Girafa
Link para comprar
https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/lgbt/a-experiencia-homossexual-2138849

Livro: Homofobia Internalizada: o preconceito do homosssexual contra si mesmo
Autor: Pedro Paulo Sammarco Antunes
Ano: 2017
Páginas: 340
Formato/tamanho: 16.0 x 23.0 cm
Editora: Annablume
Link para comprar
http://www.annablume.com.br/loja/product_info.php?products_id=2201&osCsid=ih6nkjj8p3h

Livro: O Armário: Vida e Pensamento do Desejo Proibido
Autor: Fabrício Viana
Ano: 2006
Páginas: 144
Formato/tamanho: 14.0 x 21.0 cm
Editora: Bons Livros Editora Digital
Link para comprar
http://fabricioviana.com/livros

Livro: Papai, mamãe, sou gay!
Autor: Rinna Reisenfeld
Ano: 2002
Páginas: 220
Formato/tamanho: 14.0 x 21.0 cm
Editora: Edições GLS
Link para comprar
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/778/Papai,+mam%C3%A3e,+sou+gay!

Livro: Terapia afirmativa: uma introdução à psicologia e psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais
Autor: Klecius Borges
Ano de lançamento: 2009
Formato/tamanho: 14.0 x 21.0 cm
Páginas: 104
Editora: Edições GLS
Link para comprar
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1173/Terapia+afirmativa

Livro: Tornar-se Gay. O caminho da auto-aceitação
Autor: Richard A.Isay
Ano de lançamento: 1998
Formato/tamanho: 14.0 x 21.0 cm
Páginas: 184
Editora: Edições GLS
Link para comprar
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/660/Tornar-se+Gay

Caso saiba de mais algum título bacana com essa função, deixe registrado nos comentários. Só precisamos tomar cuidado! Tem alguns livros no mercado, como o Saindo do Armário, que são relatos de ex-gays que agora “são felizes pois abandonaram o homossexualismo”. Ou aquele outro, Homossexualidade Masculina, onde o autor também fala das terapias de conversão. E tanto eu quanto o Sammarco, formados em psicologia, acreditamos que cura não existe. Nem conversão. Quem faz isso, se engana, e vive uma vida cada vez mais infeliz. Precisa se aceitar. Assumir. Ser quem realmente é.

“Como saber se meus amigos são falsos?” por Leandro Karnal

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Leandro Karnal é um historiador brasileiro, professor da UNICAMP na área de História da América. Foi também curador de diversas exposições e na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa deSão Paulo.

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, Karnal tem publicações sobre o ensino de história, sobre história da América e a história das religiões.

No trecho abaixo, Karnal diz que grande parte das pessoas que se dizem nossas amigas são invejosas e estão ao seu lado para competir e não para ajudar.

Você concorda com ele? Deixe comentários.

22ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro acontece dia 19 de Novembro

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Evento acontecerá dia 19 de novembro na Avenida Atlântica, em Copacabana, e terá a participação de Daniela Mercury

Diante de uma situação de extrema dificuldade financeira – e também política e religiosa -, a Parada do Orgulho LGBTI do Rio esteve em vias de não acontecer neste ano. Além de uma crise econômica nunca antes vista no estado, o movimento LGBT vem sofrendo uma pressão com um governo fundamentalista na cidade do Rio de Janeiro, que atua para enfraquecer o que foi conquistado de direitos até agora. Apesar de todas essas dificuldades, a 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio acontecerá no dia 19 de novembro em Copacabana com apoio da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro – ABIH e patrocínio da Ambev e da Uber. Esta última trará em seu trio a cantora Daniela Mercury, que abriu mão do seu cachê para participar do evento. Neste ano, a bandeira de todos será “Resistindo à LGBTIfobia, fundamentalismo, todas as formas de opressão e em defesa do Rio”.

Além da baiana, outros artistas doaram seu tempo e abriram mão do cachê para estarem na passeata mais colorida do Brasil. A Parada do Orgulho LGBTI Rio terá seis trios com shows de Lorena Simpson, Sara e Nina, Yann, Cariúcha, DJ Paulo Pringles, Bloco Exagerados, Candybloco e várias outras atrações. A cantora Leila Maria entoará o Hino da Parada “Bom é Beijar”, criada para o evento em 1998. Mais uma vez, a Divina Diva Jane Di Castro abrirá a Parada cantando o Hino Nacional. A bateria da Estação Primeira de Mangueira fará parte da manifestação, levando o brilho da escola para a Avenida Atlântica.

“O grande desafio deste ano é colocar na rua o que é o tema da Parada: a resistência. Num momento em que direitos são retirados, em que o fundamentalismo e conservadorismo avançam, colocar o terceiro maior evento da cidade na rua com esse mote e, ao mesmo tempo envolver artistas, a comunidade e vários movimentos sociais tem nos feito perceber o quão importante é todas as pessoas estarem unidas em um único propósito”, ressalta Marcelle Esteves, vice-presidente do Grupo Arco-Íris.

Quem chegar à orla cedo pode aproveitar os serviços da ‘Ação, Orgulho e Cidadania’ a partir das 9h até às 16h. “Há 13 anos a ‘Ação, Orgulho e Cidadania’ tem o objetivo de criar uma maior aproximação com a sociedade e a comunidade LGBT, promovendo serviços essenciais e informações úteis sobre direitos e saúde.

A Parada da Resistência será realizada um dia antes do Dia da Consciência Negra e reforçará a luta em defesa da resistência da cultura e do povo negro. “É essa resistência em tempos de fundamentalismo religioso e a aceitação de diversidade sexual e de gênero, comportamental e estética que serão o mote de todos que levantarão a bandeira da diversidade LGBTI e da luta contra quem rejeita os seres humanos apenas por eles fugirem dos estereótipos impostos pela sociedade. Somos gays, lésbicas, bi, drags, kings, ursos, trans, gordos, idosos, pessoas femininas, masculinas, brancas, negras, surdas e com deficiências intelectuais, físicas e de visão. A Parada 2017 traz mais essa reflexão: todos somos diferentes e iguais ao mesmo tempo”, ressalta Almir França, presidente do Grupo Arco-Íris.

A Parada do Orgulho LGBT Rio organizada há 22 anos pela ONG Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT leva para as ruas pessoas que lutam por direitos iguais, que combatem a intolerância, o preconceito e o ódio, dando voz àquelas pessoas que por tantos anos viveram à margem da sociedade, mostrando para a sociedade que o mundo está avançando para um lugar que respeita a diversidade e que todos têm o direito de amar quem quiserem. “Ela é considerada o terceiro maior evento da cidade e leva centenas de milhares de pessoas para a mais famosa praia do mundo. A Parada é sinônimo de vanguarda. Foi a primeira do Brasil e desde então cumpre papel importante na luta pela igualdade de direitos para a população LGBTI no país”, diz Claudio Nascimento, fundador da Parada do Rio.

A edição de 2017 conta ainda como apoiadores: Articulação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos – ABGLT; Rede GayLatino; Aliança Nacional LGBTI+; Associação Internacional de Turismo LGBT – ILGTA; Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro – ABIH; Rio Convention & Visitors Bureau; JW Marriot Rio; Rede Windsor; Vintepoucos Filmes – Agência Audiovisual; 1STi – Tecnologia e Valor Compartilhado; PrecisaSer – Instituto de Tecnologias Digitais e Sociais. Noss@s Amig@s da Parada: Ilê Oju Omi Arô; GRESEP Mangueira; Bloco Exagerados; Boite Buraco da Lacraia; Viaje com Orgulho – Agência de Turismo LGBT; Festa Kiki.

Serviço:

22ª Parada do Orgulho LGBT Rio
19 de Novembro de 2017 – Início as 9h com concentração as 13h
Concentração em Copacabana – Rio de Janeiro
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/395935340823141/

Associação da Parada LGBT de São Paulo realiza o I Encontro de Saúde/Prevenção IST/AIDS entre Jovens LGBTs.

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Evento tem entrada gratuita. Vagas limitadas.

A APOGLBT SP, ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, realizará no dia 28 de Novembro de 2017 o I Encontro de Saúde/Prevenção IST/AIDS entre Jovens LGBTs em São Paulo.

O encontro, organizado pela Associação do Orgulho GLBT de São Paulo é uma das primeiras etapas de uma importante e contínua ação da ONG ligadas à saúde e  prevenção de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis)/AIDS. Com entrada gratuita,  o projeto vai acontecer todos os anos e sempre no mês de novembro, próximo ao dia 1º de Dezembro (Dia Mundial de Luta Contra a Aids).

Como parceiros, estão o Programa Municipal IST/AIDS, Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS – SP, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais – Ministério da Saúde, a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Est. de São Paulo, Museu da Diversidade além do Projeto Boa Sorte, Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo e Menino Gay.

PROGRAMAÇÃO:

Mesa de Abertura:

– Sr Rodrigo Pinheiro: Fórum Ongs Aids do Estado de São Paulo
Tema: “Panorama das ONGs Aids no Est. de São Paulo – Desafios”
– Sra Cláudia Regina Garcia: Presidente da Parada do Orgulho GLBT do Estado de São Paulo
Tema: “Importância do Encontro de Saúde/Prevenção p/ a APOGLBT SP”
– Diretora do UNAIDS Brasil: Georgiana Braga-Orillard
Tema: “Importância do evento da Parada em resposta à epidemia de IST/Aids”

Mesa Redonda:

–  Mediação: Rita Von Hunty

– Dr Gerson Pereira: Depto de Vigilância Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais – Min. Da Saúde.
Tema: “Atualização sobre a situação atual e tendências da epidemia de HIV e IST entre a população LGBT”.
– Sra Ivone de Paula Programa Estadual/CRT – DST/AIDS do Estado de São Paulo.
Tema: “Discussão das novas estratégias de prevenção para o enfrentamento dessas epidemias com foco nos segmentos mais jovens”.
– Dra. Maria Cristina Abbate: Coordenadora do Programa Municipal DST/AIDS.
Tema: “Como está a PEP no Município de São Paulo, como será a Implantação da PREP”.
– Sociedade Civil/Facebook: Sr Matheus Emílio – Menino Gay
Tema: “As Mídias Sociais na Luta Contra a AIDS”.
– Sociedade Civil/Youtuber: Sr Gabriel Estrela – Projeto Boa Sorte
Tema: ‘Acolhimento/Estigma/Preconceito’.
– Dr Ricardo Vasconcelos – Médico Infectologista da FMUSP e do PrEP Brasil.
Tema: Jovens e Prevenção Combinada.

O grupo AlenCastro vai fazer um ‘pocket-show’ na abertura do evento.

Outra novidade do projeto será a criação de três vídeos com foco na Prevenção das IST/HIV/Aids, seguindo a:

  • Situação atual e tendências da epidemia de HIV/ISTs e acesso do segmento LGBT às Políticas de Prevenção;
    • Saúde/Prevenção Combinada (PrEP, PEP, Tratamento como Prevenção, testagem, aconselhamento e preservativos);
    • Visibilidade Positiva.

Sobre a APOGLBT SP:

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT SP) é a ONG responsável pela maior Parada do Orgulho LGBT do mundo. Além disso, ela é organiza também diversos eventos ao longo do ano, tendo sua concentração maior no Mês do Orgulho LGBT, como o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, Ato Em Memória, Feira Cultural LGBT, Jogos da Diversidade, Bloco da Diversidade, entre outros.

Parceiros do I Encontro de Saúde/Prevenção IST/AIDS entre Jovens LGBTs:

  • Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS – SP
  • Programa Municipal de DST/AIDS – Secretaria Municipal de Saúde
  • Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Est. de São Paulo
  • Museu da Diversidade
  • Fórum de Ongs Aids de São Paulo
  • Projeto Boa Sorte
  • Menino Gay

 Apoiadores I Encontro de Saúde/Prevenção IST/AIDS entre Jovens LGBTs:

  • Depto de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais – Ministério da Saúde
  • ONG Koinonia
  • Aliança Francesa de São Paulo
  • Canto Produções

Vagas limitadas. Participação gratuita.

Serviço:

I Encontro de Saúde/Prevenção IST/AIDS entre Jovens LGBTs
Realização APOGLBT SP (http://www.paradasp.org.br)
Dia: 28 de novembro de 2017
Horário: das 18h às 20h
Local: Aliança Francesa
Rua General Jardim, 182 – Centro – SP – Entrada Franca. Vagas limitadas
Ficha de inscrição. https://goo.gl/forms/Q5z2O63GACA0GQdy1
Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/122522791773103

#GRATUITO: 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil em São Paulo

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De 15 a 26 de novembro, São Paulo recebe a 3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil que traz atrações nacionais e internacionais com foco no combate à violência e nas questões que envolvem a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros, queer, intersexo e assexuais (LGBTQIA+).

Entre os convidados confirmados, está a participação sociólogo francês Sam Bourcier, um dos maiores nomes na constituição da teoria queer mundial, a performer norte americana Twiggy Pucci Garçon, um dos mais importantes nomes do voguing mundial e co-diretora do filme Kiki, a ativista trans e educadora inglesa Emma Frankland, as escritoras brasileiras Conceição Evaristo e Natalia Borges Polesso, a YouTuber Helen Ramos do canal Hell Mother e alguns dos nomes mais importantes do movimento LGBTQIA+ brasileiro como Symmy Larrat, Assucena Assucena, Danna Lisboa, Laerte Coutinho, Helena Vieira, Jaqueline Gomes de Jesus, Lam Matos, Danna Lisboa, entre outros.

Esse ano a Conferência traz a primeira edição do Prêmio João Nery de Direitos Humanos, em homenagem ao primeiro homem trans do Brasil. Com apoio da Campanha Livres e Iguais da ONU, esse ano vai premiar Lam Matos diretor do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT), organização que Nery faz parte.

Diferente da última edição, em que a Conferência focou no debate sobre transexualidades e travestilidades, neste ano o tema principal são as questões relativas às pessoas intersexo. Temas como o poder do Estado sobre o corpo, saúde mental e física, mulher, negritude, cultura e sociedade estarão no centro das mesas, palestras e workshops.

Outra questão importante presente na programação da Conferência é a diversidade nas empresas: da publicidade ao real engajamento das instituições na criação e permanência de políticas internas de contratação à relação de trabalho.

A festa de encerramento da Conferência será às 18h do dia 26/11 e contará com o show de Rimas & Melodias, banda que tem participação de Tássia Reis, Alt Niss, Drik Barbosa, Karol de Souza, Mayra Maldjian, Stefanie e Tatiana Bispo.

[SSEX BBOX]

O [SSEX BBOX] é um projeto de justiça social que procura dar visibilidade às questões de gênero e sexualidade em São Paulo, São Francisco, Berlim e Barcelona, cujo objetivo é fornecer instrumentos para a expansão da consciência, reduzir o isolamento, facilitar a educação, estimular a criação de comunidades e questionar antigos conhecimentos sobre a sexualidade e gênero, focado na temática / população LGBTQIA+.

Um dos projetos do [SSEX BBOX] é o DIVERSITY BBOX, uma iniciativa voltada para a inclusão social e a promoção da diversidade LGBTQIA+ e igualdade de gênero nas empresas e instituições, por meio de ações de educação e comunicação estrategicamente combinadas para possibilitar mudanças corporativas em prol de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

Priscilla Bertucci, fundador do [SSEX BBOX], foi um dos 15 selecionados para participar do Red Bull Amaphiko de 2017, programa que apoia e oferece mentoria, formações e conexões a projetos de empreendedores sociais que estão mudando a realidade de suas cidades e comunidades.

Red Bull Amaphiko

A Red Bull Amaphiko é uma plataforma colaborativa para empreendedores sociais que buscam mudar o seu lugar de vida. Ainda dentro da Red Bull Amaphiko, há a Red Bull Amaphiko Academy que conecta e impulsiona inovadores sociais que estão impactando positivamente seus territórios. É um espaço de inspiração, colaboração e troca de conhecimento, para se conectar com inovadores, pessoas disruptivas e empreendedores sociais de referência do Brasil e do mundo.

Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade

O Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade é organizado anualmente desde 1993 pela Associação Cultural Mix Brasil que tem por objetivo promover o respeito e a livre expressão da diversidade sexual, buscando novas perspectivas para a compreensão da comunidade LGBT, distintas de preconceitos, fomentando a tolerância e respeito, promovendo a cidadania e o combate a toda e qualquer forma de discriminação.

Serviço:

3ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil
De 15 a 26 de novembro
Centro Cultural São Paulo
Avenida Vergueiro, 1000 – São Paulo, SP
Entrada gratuita
http://www.ssexbbox.com/
https://amaphiko.redbull.com/pt-BR/

2ª Pegação Coletiva em homenagem à série Sense8 em São Paulo

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Não é brincadeira não. Para a alegria de muitos! A primeira “Pegação Coletiva” organizada por alguns fãs do seriado Sense8 aconteceu no MASP em forma de protesto por conta da notícia do cancelamento da série. Porém, muita gente reclamou da pegação propriamente dita (que não teve!) e então, resolveram apimentar mais o encontro com DJs, cabines e Dark Room (quarto escuro exclusivo para sexo).

A festa, agendada para acontecer no dia 18 de Novembro a partir das 23h no Cabines Bar (próximo do metrô Consolação), nada mais é que uma desculpa para um encontro bacana entre os fãs do seriado da Netflix. Para Emílio Faustino, organizador da Pegação, “É um grande pretexto para conhecer pessoas novas e se divertir, o ambiente que queremos é de uma festa inclusiva desprovida de pudores”.

Segundo a descrição no evento oficial criado no Facebook, a “putaria é opcional, mas a diversão é garantida”. Isso significa que, como as festas de sexo que acontecem em algumas baladas em São Paulo e que eu já publiquei aqui no meu blog (leia aqui, vale conhecer!), tem espaço para todos: quem gosta de sexo, vai ter sexo. Quem gosta de pista de dança, vai ter pista de dança. Quem gosta de fazer novos amigos, vai fazer novos amigos. Quem gosta de tudo num lugar só, vai ter tudo num lugar só.

Lembrando que, após reclamações de fãs no mundo todo, a Netflix terá mais um episódio de Sense8 até o final do ano. Publicado aqui no blog também.

Quanto a Pegação Coletiva, o link do evento é:
https://www.facebook.com/events/2009081232703661

SERVIÇO:

2ª Pegação Coletiva em homenagem à série Sense8
Local: R. da Consolação, 2504 – Consolação, São Paulo – SP
(Próximo as estações de metrô Paulista e Consolação)
Entrada: R$ 20 (com nome na lista)
Na hora: R$ 30
Lista de desconto: enviar nome completo para: pegacaocoletiva@gmail.com

ENTENDA: O que é a Teoria Queer, de Judith Butler?

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Texto de Helena Vieira. 

Tornou-se consideravelmente comum vermos ativistas, sobretudo transfeminitas (como eu), falarem de Teoria Queer. Esses dias, fui interpelada por uma amiga que me perguntava: “Diabéisso de Teoria Queer?”. De fato, é uma forma de saber que a Universidade não tende a ensinar aos estudantes de graduação, e, apesar de existir muito material na internet sobre o assunto, é raro que paremos nossas vidas para procurar um texto que responda: O que é teoria Queer? Antes, contudo, é importante entendermos o que é “queer”. Que termo é esse?

O nome: Queer

Queer é uma palavra inglesa, usada por anglófonos há quase 400 anos. Na Inglaterra havia até uma “Queer Street”, onde viviam, em Londres, os vagabundos, os endividados, as prostitutas e todos os tipos de pervertidos e devassos que aquela sociedade poderia permitir. O termo ganhou o sentido de “viadinho, sapatão, mariconha, mari-macho” com a prisão de Oscar Wilde, o primeiro ilustre a ser chamado de “queer”.

Desde então, o termo passou a ser usado como ofensa, tanto para homossexuais, quanto para travestis, transexuais e todas as pessoas que desviavam da norma cis-heterossexual. Queer era o termo para os “desviantes”. Não há em português um sinônimo claro, talvez, como propõe a professora Berenice Bento, possamos pensar o queer como “transviado”.

A Teoria Queer

A Teoria Queer começa a se consolidar por volta dos anos 90, com a publicação do livro “Problemas de Gênero” (Gender Troube) da Judith Butler. Fruto de uma trajetória que ela já vinha acompanhando desde um seminário, que carregava o nome “queer”, feito nos anos 80, por Teresa de Lauretis. De Lauretis, foi a primeira a pensar em “Tecnologias de Gênero”, aqui entendidas como as técnicas de ser homem ou ser mulher que aprendemos desde cedo.

Nos anos 70, as universidades americanas, são tomadas (ainda bem), por movimentos populares, e começam a criar os chamados “Estudos Culturais” como forma de dar conta da compreensão do crescente Movimento Negro – marcadamente os Panteras Negras – e para dar conta de outros movimentos como o “Free Speech” (Liberdade de Expressão), e do movimento feminista – com a criação dos Women Studies. Assim como outros movimentos, como os movimentos gay e lésbicos. Antes de prosseguir sobre “O que é a Teoria Queer”? Acho importante fazer uma pausa para historicizar o conceito de “Gênero” , pois a Teoria Queer é sobre tudo aquilo que escapa a nossas formulações habituais. Às formulações do senso comum.

Gênero

Não é possível falar em Teoria Queer sem pensarmos na categoria de “Gênero” como sendo algo fluido, socialmente construído, performado e sistêmico. Parafraseando Teresa de Lauretis: um sistema sexo-semiótico, de interpretação dos dados biológicos como produtores de diferenças, que não são per si, mas produtos da interpretação arbitrária dos “marcadores biológicos”. Existem, ainda segundo a autora “Tecnologias de Gênero”, ou seja, construção de técnicas de viver que determinam como um sujeito pode se inserir na sociedade segundo normas específicas de “ser homem” ou “ser mulher”.

Gênero é um conceito que surge fora da gramática e da linguística, aproximadamente nos anos 1950, quando o Dr. John Money, da Universidade John Hopkins, o utiliza no estudo da redesignação sexual de pessoas intersexuais. Neste caso, John se pergunta: Se estas pessoas nasceram com genitália ambígua, como é possível que o genital seja fator decisivo na constituição do gênero? Não pode ser. Então, utiliza-se de tal conceito, para designar o resultado de seu tratamento de “reorientação do gênero” das pessoas intersexo. No entanto, o modelo de compreensão do Gênero proposto por ele se mostrou falho, e hoje existem movimentos e demandas de pessoas intersexo para que elas tenham autonomia na decisão do gênero ao qual se identificam, e não fiquem a mercê de uma decisão médico-familiar. Entretanto, não podemos desconsiderar que John Money avançou no descolamento do gênero e do genital. Uma relação direta e não arbitrária, para compreendê-los, como distintos , possibilitando, apesar de seus erros, desdobramentos teóricos importantes.

Paralelamente aos estudos de John Money, começaram a surgir, dentro das universidades, demandas para que existam estudos e disciplinas, até então consideradas não acadêmicas, como os estudos negros, latinos, feministas,… Demandas que surgem, não no seio das universidades, mas a partir de vários movimentos sociais nos EUA. Dando origem, assim, aos estudos culturais, negros, e ao campo conhecido como Women Studies. É no âmbito dos “Estudos das Mulheres” que o conceito de Gênero passa a figurar de forma semelhante (cof) ao que conhecemos hoje.

A partir da afirmação já famosa de Simone de Beauvoir em seu livro “O Segundo Sexo” – ” Não se nasce mulher, se chega a sê-lo” – que inicio um parênteses. Essa afirmação de Simone, não é uma afirmação diretamente sobre “Gênero”, mas sobre a mulher, que para Beauvoir, não era compreendida como um “outro”, mas como uma subalternidade que só podia se constituir em relação ao sujeito “homem”, em sua dependência. O devir mulher, não poderia, na ótica de Beauvoir, caber em um entendimento do “devir homem”, de modo que, os primeiros estudos feministas, nos trazem uma ótica ainda essencialista de “diferença de gênero”, diferença essa que continua a se constituir a partir de novas interpretações dos dados biológicos.

Os Estudos Feministas, até então, se centravam em um determinado sujeito, em uma determinada mulher, até que surgem, com Angela Davis, e outras feministas negras, latinas, operárias, lésbicas (com grande enfoque no “continuum lésbico” de Monique Wittig, em seu livro “O pensamento heterossexual”), a crítica a este sujeito do “feminismo clássico”, ou seja, a crítica a um feminismo que havia se mostrado branco, de classe média, acadêmico e elitista. Ainda neste período surgem também, os “Estudos de Gênero” que constroem uma crítica ao feminismo, ao pensar as “masculinidades”, aliadas aos estudos Gays e Lésbicos, oriundos das demandas sociais que surgiram após a Revolta de Stonewall.

É neste momento que “Gênero” passa a ser concebido em sua fluidez e a afirmação de Simone de Beauvoir é ampliada, a partir de um questionamento simples: “Se existe um devir mulher, porque não poderia existir um ‘devir gênero’?”. Entretanto, apesar deste questionamento, os estudos e movimentos gays e lésbicos se tornaramm higienizados, defendendo um corpo gay desejável, belo, e sobretudo, heteronormativo. É criado, como diria Guacira Lopes Louro em seu texto “Teoria Queer- Uma política pós-identitária para a educação”, uma identidade gay “positiva”, e, obviamente, essa identidade positiva, subentende a construção de uma identidade “negativa”, geralmente associada ao gay afeminado, à travesti, e às lésbicas masculinizadas e homens trans.

Neste momento ainda não havia uma distinção teórica clara entre Identidade de Gênero e Sexualidade, tal distinção se produz apenas com o trabalho teórico da antropóloga feminista Gayle Rubin, em seu artigo “The Traffic in Women: Notes on the ‘Political Economy’ of Sex”. Artigo no qual ela afirma ser necessário pensar como categorias radicalmente distintas a sexualidade e o gênero, mesmo que, em determinados momentos, como posteriormente nos mostra Judith Butler (em seu livro, “Gender Trouble”), tais categorias se amparem em sustentação mútua da cis-heteronorma.

É neste contexto da higienização das identidades “gays e lésbicas” e do questionamento da identidade do “ser mulher” e do ” ser homem” que surge um movimento pautado nas diferenças, portanto não-assimilacionista, como ferramenta de crítica. Tal movimento é teórico e também social, a “Teoria Queer”, termo agora ressignificado como forma de empoderamento. É neste momento, a partir de uma associação teórica com os estudos pós-estruturalistas de Deleuze, Derrida e Foucault, que se começa a pensar o próprio Gênero como “ficção política encarnada”, termo cunhado por Paul. B. Preciado em palestra dada no “Hay Festival”, em Cartagena.

No bojo destas discussões surge também a reflexão sobre a travestilidade e a transexualidade como experiências de gênero – a transfeminilidade como uma forma de mulheridade. Essa compreensão é importante, quando nos deparamos com discursos essencializadores do ser mulher. Judith Butler, em seu livro “Gender Trouble”, inicia com um questionamento que considero vital: “Quem é o sujeito do feminismo?”, ” É possível, pensar de forma categórica e universalizante em ‘mulher’?”. A resposta, obviamente é “não”, é possível pensar em “mulheres”, em “mulheridades”, em vivências femininas, mas não é possível universalizá-las na produção de um conceito identitário imutável.

É neste sentido que a vivência das mulheres trans, das travestis e das pessoas não-binárias que se identificam com a feminilidade podem ser compreendidas como vivências femininas, e que devem ser respeitadas como tal. Obviamente, há diferenças na vivência de uma mulher cisgênero e de uma mulher trans. Disso não há dúvidas, entretanto, ambas possuem vivências de suas feminilidades, das opressões diárias, dos enfrentamentos a partir de uma perspectiva do feminimismo.

Afinal, o que é a Teoria Queer?

É importante notar que a Teoria Queer não propõe um modelo “queer” de mundo. O queer é justamente o estranho. É aquele que se narra ou é narrado fora das normas. A Teoria Queer propõe o questionamento às epistemes (pressupostos de saber), ao que entendemos como verdade, às noções de uma essência do masculino, de uma essência do feminino, de uma essência do desejo. Para a Teoria Queer é preciso olhar para esses conceitos e tentar perceber que não se tratam, de forma alguma de uma essência, ou mesmo, que não há uma ontologia do todo, mas, no máximo, uma relação de mediação cultural dos marcadores biológicos.,

A teoria queer, como diria meu querido Paul Preciado, é uma teoria de empoderamento dos corpos subalternos, e não o empoderamento assimilacionista. O empoderamento que nos faz fortes em nossas margens e ocupar os espaços com nossos corpos transviados.

A Teoria Queer e o Brasil

Queer não é um termo inteligível no Brasil. As pessoas não se descrevem como queer por aqui. Ao menos, não as pessoas que não tem acesso a essa teoria. Mas no Brasil, os mesmos processos de normatização e subalternização dos corpos estão presentes. Aqui não há o queer, mas há “o traveco”. Não há o queer, mas há “o viadinho”. Não falam queer, mas falam “a sapatona”. Acredito, que a Teoria Queer, possa nos ajudar a construir uma teoria transviada nossa. Que empodere nossos corpos subalternos.

Como bem ressalta a transfeminista Daniela Andrade, os termos “transviada ou transviado” não englobam pessoas trans, pois supõe uma mistura, até conceitual de identidade de gênero e sexualidade, coisa que nós, homens trans, mulheres trans, travestis e pessoas trans de uma forma geral, temos lutado imensamente pra distinguir uma da outra.

A tensão Teoria Queer e Identidades Não binárias:

É fato que ninguém é transexual simplesmente por ter “aprendido com a Teoria Queer” ou qualquer outra teoria. Muito antes dessas teorias já existiam as pessoas trans. Eu escrevo desde um lugar muito específico: travesti, gorda, pobre, acadêmica e não binária. A Teoria Queer enfatiza que o gênero não é uma verdade biológica, mas um sistema de captura social das subjetividades. Isso significa que não somos nada ontologicamente? Não. Significa que existe uma percepção, por vezes disruptiva, entre como me sinto e como a norma diz que devo me sentir.

A percepção subjetiva que tenho de mim, é minha e não cabe a nenhuma teoria definí-la. Entretanto, a enunciação disso, ou seja, a capacidade de dizer, enquanto ato de fala (como nos diz Austin), e performance, passa pelo conhecer.

Eu nasci e cresci na periferia de São Paulo, e agora vivo na periferia de Caucaia, no Ceará. Na periferia, não existem, aos olhos da norma, pessoas não binárias. Eu mesma, ao longo de toda a minha vida nunca me percebi como homem, nem como mulher. Eu era “o gayzinho” e “o viadinho”, depois que descobri a transgeneridade é que percebi que eu podia enunciar o que sou: sou travesti não reivindico ser mulher, não reivindico ser homem, mas essa é uma posição minha. Eu reivindico sim a feminilidade.

A tensão reside quando alguns ativistas querem negar tudo que é acadêmico. Não é possível fazer isso! As pessoas trans, precisam adentrar a academia, que é uma instituição produtora de conhecimentos lidos como verdade, e narrar suas próprias vivências. É necessário ocuparmos os espaços que sempre nos foram historicamente negados. A academia é instrumento. Assim como o saber o é. A primeira travesti brasileira a obter o título de doutora foi minha muito amiga Luma Nogueira de Andrade. Ela sempre frisou que o caminho dela para a emancipação estava na educação, no acesso ao saber e ao conhecimento.

As identidades não binárias como a minha e muitas outras são de difícil intelecção pra quem não é da academia. Isso porque não há trabalhos acadêmicos sobre o tema, e porque não há critérios visuais de identificação do “não binário”, e sabemos que, para o olhar da norma, a leitura, ou seja, a capacidade de intelecção, é vital para o processo de taxonomização. Ano que vem sairá um artigo meu, em uma revista americana sobre o universo “não binário”. Mas devemos lembrar que é importante reconhecer que a academia e a Teoria Queer são ferramentas que podemos usar para materializar o discurso sobre nossas identidades.

Austin dizia que falar é fazer. Que a linguagem e os atos de fala, tornam as coisas reais no mundo porque constrangem seu entorno. A academia, marcadamente a Teoria Queer e a desconstrução de Derrida trouxeram a ideia dos binários e dos não binários a serem rompidos e desconstruídos. Por que, então, não usar as ferramentas e construir um saber que emerge das nossas vivências?

Paulo Freire sempre dizia, que o saber popular precisa manter com o saber acadêmico uma relação de mão dupla, dialógica. A teoria não constrói nossa identidade, mas nos ajuda a enunciá-la e as vezes, a afirmá-la politicamente. É errado, portanto, exigir de travestis e pessoas trans que aceitem a teoria queer. Ou que saibam dela. Principalmente quando muitas, a maioria de nós na verdade, está fora da escola e da universidade. Enquanto nos prostituimos, não temos tempo pra pensar o “pronome” mais apropriado a ser usado. Mas isso não implica na negação de todo e qualquer saber acadêmico. É preciso conciliar as vivências com a academia, e na fusão delas, produzir um pensar e uma política identitária marcadamente brasileira.

Um apelo final

Precisamos imensamente construir um saber nosso, um saber dos corpos subalternizados brasileiros. Não somos os mesmos corpos norte-americanos. Somos corpos com nossas próprias marcas e precisamos, a partir delas, constituir uma teoria que nos empodere para, a partir daí, podermos começar a pensar numa política das identidades. Há de se convir que o termo “queer” está na moda. Muitos se narram como queer, porém, é uma pós-modernidade que sai com água, e cujo emprego sugere privilégios. Queer não é arrasar na balada. É uma narrativa de si, uma narrativa constante.

É comum muitas pessoas rejeitarem o termo queer dizendo que “isso é academicismo”. Ora, tudo bem, mas enquanto as pessoas trans não lutarem por si e pelas suas companheiras, não seremos capaz de produzir um saber formal a partir de nossas vivências. Um saber próprio para a experiência brasileira da não conformidade as normas de gênero. Contudo, a simples negação do termo nos conduz ao risco do colonialismo. De deixarmos espaço para que nossas identidades sejam vistas apenas com o olhar colonizador de um termo e teoria estrangeiros. Por esse motivo, se faz necessário que levemos esse debate para além da academia e dar voz às diferentes maneiras com que pessoas trangêneros brasileiras narram suas histórias.

 

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Segundo pesquisa, homens carecas são percebidos mais másculos. Concorda?

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Segundo uma pesquisa recente conduzida por Albert E. Mannes, especialista em Psicologia Social da Universidade da Pensilvânia (EUA), homens carecas (raspados ou com poucos pelos) são percebidos como sendo mais “másculos, dominantes, viris, confiantes e fortes” do que realmente são.

A pesquisa, realizada com um grupo de 59 voluntários, analisou várias fotos de diversos homens: a primeira leva com cabelo e a segunda, com os mesmos homens, sem cabelo.

Os homens sem cabelo se tornaram “outras pessoas” na percepção dos voluntários: bem mais atraentes.

Isso lembra muito o dito popular “É dos carecas que elas gostam mais.”. Neste caso, eles também.

Você concorda?

E sim, na foto para ilustrar esse post usei do meu arquivo pessoal:

Jason (meu namorado), eu e Alex (meu marido) publicada no meu Instagram (https://www.instagram.com/p/BX_TWJHlFmF). Mas essa relação minha, poliamorosa, explico (ou não!) em outro post.

A pergunta é, homens carecas são realmente mais atraentes? Deixe comentários! 😉