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Onde comprar meus livros? Temas: LGBT, Marketing, Psicologia, etc…

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Além de jornalista e bacharel em psicologia, também sou autor do livro O Armário (sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a saída e entrada do armário), Ursos Perversos (contos eróticos gays), Orgias Literárias da Tribo (coletânea LGBT premiada duas vezes em 2015!), THEUS: Do fogo à busca de si mesmo (romance gay incrível, meu maior sucesso!) e muitos outros de psicologia, marketing, etc.

Como sou autor independente desde 2006, nenhum dos meus livros você encontra em livrarias! Para comprar seu exemplar na versão digital (Amazon) ou impressa (Bons Livros Editora Digital), visite agora mesmo: http://fabricioviana.com/livros Lá tem todas as informações!

Fotos com meus leitores? Aqui. 

Me adicionar nas redes sociais? Aqui.

Leia: Sr. Villela. Meu amigo Imaginário, do Hugo Luminato

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Particularmente amo literatura erótica. Sou realmente fissurado. Não por acaso, meu romance gay THEUS é homoerótico (um romance com cenas bem calientes!) e meu Ursos Perversos é uma coletânea de contos eróticos gays. Sou tão fissurado por literatura erótica, neste caso, literatura homoerótica, que o workshop que dei no Sesc Belezinho (foto aqui) sobre o tema será ministrado novamente em outros lugares até o final deste ano (aguardem!).

Enfim, por outro lado, sou bem chato para ler livros deste gênero. Além da falta de tempo (esse é o mais cruel!). E quando o Hugo Luminato me falou do livro dele, pelo título e pela capa, confesso que fiquei meio assim. Não por ele, que sempre foi um querido (participou inclusive do meu Congresso Nacional de Literatura Queer como palestrante, e mandou muito bem: menino brilhante!). Mas o último livro que li sobre, de um escritor gay, não gostei. Motivo? O livro deste outro autor narrava várias cenas de sexo, grupais, relacionamentos a três e, pronto, nada além disso. Sério! Um livro vazio do início ao fim. Infelizmente. Logo, é difícil você arrumar tempo para ler e mais difícil ainda dizer pro autor que você não gostou do livro dele (O que acontece. Eu não gostei mas imagino que outros tenham gostado. Simples assim).

Mas, o do Hugo, felizmente, foi diferente. Pra mim, que ama esse tipo de literatura, e que  incentiva sua leitura e escrita, o autor tem que ser muito artista para dosar bem o conteúdo erótico da história em si. Sim, tem que ter história (por mais que o conto seja curto, como em Ursos Perversos)! Transar por transar, sexo por sexo, até na vida, é algo delicioso. Mas só ele em si, não agrega nada. Não aprendemos nada. É bom transar e, depois de gozar, falar sobre coisas interessantes, não? Literatura erótica boa é aquela que você lê, se excita, e também acompanha sentimentos. Tem história. Tem vida! Você vê o personagem (ou personagens) sofrendo, vencendo, perdendo, ganhando; você vê que tem coisas a mais do que a simples trepada.

E isso o Sr. Villela: Meu Amigo Imaginário tem e muito. Você se excita e, ao mesmo tempo, acompanha a narrativa do personagem do início ao fim. Suas peripécias sexuais desde a adolescência até sua batalha para morar e viver sozinho no Rio de Janeiro! É mais ou menos isso que narro nos meus livros. É mais ou menos isso que ensino nos meus cursos: principalmente em não ser tão literário e nem tão erótico, mas sim o meio termo dos dois. E o Hugo conseguiu isso. Autor brilhante. Me conquistou. Ao ponto de estar aqui escrevendo e recomendando sobre. Como disse e repito, sou bem chato. Logo, se estou indicando, é bom mesmo!

Então meus queridos leitores e amigos, leia Sr. Villela: Meu Amigo Imaginário do querido escritor e amigo Hugo Luminato. Entre as livrarias que mais gosto, compro, e recomendo, estão a Amazon Brasil.

Link direto aqui https://amzn.to/2AZkdl9

E Hugo, parabéns pela obra.

E que venham muito mais por aí.

Assista Queer Eye na Netflix! É atual, empoderado e incrível!

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O que não falta são seriados na Netflix para assistir, correto? Sei que é complicado estudar, namorar, trabalhar, ler bons livros, jogar vídeo-game, sair pra balada, visitar a família e ainda encontrar tempo pra se atualizar com as infinitas séries (não nesta mesma ordem). Mas, depois de muito ver comentários de amigos gays que assistiram o seriado Queer Eye, na Netflix, resolvi dar uma olhada nestas ultimas férias. Como todo bom início, “comecei pelo começo”, isto é: primeiro episódio.

Confesso que logo nos primeiros minutos achei entediante. Ver cinco “fabulosos” chegarem com dicas de estilo, transformações e grandes revelações me lembrou muito aqueles programas de TV aberta – que não assisto – onde o povo transforma as pessoas. Tipo, já deu, né? Mas como todo bom guerreiro, segui firme até o final.

E não é que me surpreendeu? O que me chamou mais atenção, inclusive nos demais episódios, é que a maioria das pessoas transformadas são heterossexuais. E mais, durante todo o processo de transformação destas pessoas, é comum escutar delas mesmas a frase (ou algo parecido): “Nunca imaginei que minha vida mudaria! E mais, com a ajuda de cinco homossexuais!”.

Em outras palavras, a série é realmente incrível e empoderada. Principalmente para quem é gay e não consegue ver homossexuais se dando bem em diversas áreas da vida. O seriado mostra, de fato, o que eu venho dizendo desde 2006 quando lancei meu livro sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a entrada e saída do armário chamado O ARMÁRIO: é possível viver uma vida plena, com seus desejos homossexuais e sendo 100% você! E eles são. E não apenas são como ajudam outras pessoas a crescerem.

Então, se você nunca ouviu falar no seriado ou, se já escutou e não teve tempo para assistir, já coloca ele no meio das suas prioridades. Um dos episódios que mais me tocou foi o do “Repaginando Total”. Me chamou a atenção pois o cara cresceu, seus amigos foram sumindo com o tempo e ele foi ficando “esquecido” e “se esquecendo” do mundo e seus vínculos. Vi muita gente amiga ali, inclusive me vi em uma parte da minha vida (passei por algo parecido há muito tempo), onde, o tempo passa e, por algumas coisas que não dão certo ali e aqui, a gente vai se fechando pro mundo e pras possibilidades: quase uma depressão, mas ela é tão lenta que a gente não percebe que, cada vez mais, vai entrando em um poço sem fim.

E sim, teve outros episódios. Praticamente todos. Então, vai la e assiste! E não esquece de que leu aqui no blog do escritor, careca e barbudo.

Ta bom? Aproveita e compartilha esse post nas suas redes sociais. Vamos fazer mais gente, especialmente LGBTs, a verem esse seriado incrível. E, novamente, muito empoderado (sem querer ser, ele é!).

Pensatas Do Viana: O amor verdadeiro e a inveja

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Um querido outro dia, me disse: “Sinto inveja ao ver tanto amor que teve e ainda tem pelo Walter. Até mesmo agora, depois que ele partiu para outro plano. Eu queria muito ter alguém assim também! O amor que vejo é o amor que sempre desejei encontrar“.
 

Respondi: “Que lindo! Assumir isso é algo incrível. De gente nobre!“. E nos abraçamos bem forte. Afinal, ele acompanhou tudo desde o início e sabe, mais do que qualquer um, que essa ligação forte entre eu e o Walter (assim como eu e meu marido) não aconteceu de um dia pro outro. Veio com o tempo.

E não com palavras mas com pequenas atitudes. 

 
Depois conversamos sobre. Algo parecido como: A inveja boa também existe! Não é aquela que a gente quer o que o outro tem, com finalidade de destruir o que o outro conquistou. Mas sim, de torcer pelo outro e também torcer para que ocorra com a gente. E, o amor verdadeiro, forte e intenso, é tão raro hoje em dia nas relações que precisamos mesmo transbordar pro mundo. Osho, sem entender do termo poliamor, já dizia:
 
“O amor não deve ser negado. Se você puder amar 5 pessoas, ame; se puder amar 50, deve amar, o amor é raro e deve ser espalhado.”

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E você, o que acha sobre?

Livro “Eu vou poetizar o amor”, do Thales Frazão

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Conheci o Thales Frazão durante a Feira Cultural LGBT deste ano no Vale do Anhangabaú. Para quem não sabe, trabalho com jornalista na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e por isso mesmo, infelizmente, não fico muito na tenda de Literatura LGBT que organizo.

Em todo o caso, o número de pessoas que passam por lá e conhecem meus livros e livros de amigos é bem legal. Tanto que eu faço questão de estar todos os anos ali. Bom, foi lá que o Thales apareceu pela primeira vez e, entre nós, o que sempre me chamou a atenção nele foi o fato dele estar cursando psicologia (eu me formei em 1999 mas nunca desejei atuar, em nenhuma área – quem sabe um dia, mas não pretendo).

Seu livro, Eu Vou Poetizar O Amor, tem 96 páginas e foram escritos sobre os amores platônicos e não correspondidos do autor. E, embora alguns poemas estejam ligados à temática LGBT, Frazão deixa claro que o amor não tem distinção.

Recentemente, Frazão publicou um vídeo sobre um dos poemas, que pode ser assistido abaixo:

Assim como eu, o Frazão publicou sua obra de forma independente. Logo, não adianta ir em livrarias procurar. Mas você pode comprar seu livro na loja da Amazon (meu lugar preferido para comprar livros).

O link é este aqui:

https://amzn.to/2MgYYN9

Para tirar dúvidas, o Facebook do Frazão é este aqui:
https://www.facebook.com/thales.henrique.75

Logo mais, mais autores e mais dicas. Infelizmente meu dia a dia é corrido e há centenas, ou milhares, de livros com temática LGBT aqui no Brasil. O problema, de todos, é que estão dispersos. Mas sonho, e sonho mesmo, no dia que os autores LGBTs comecem a divulgar livros com temática LGBT de seus amigos. Exatamente como eu fiz dentro do meu romance gay chamado Theus (onde um dos personagens cita livros e diversos autores amigos meus).

É isso. Agora, ajudem a compartilhar. Incentivem autores nacionais. Formados em psicologia então, um passo a frente (no meu conceito, claro)! Amo de paixão.

Sucesso Thales, hoje e sempre!

Dia do Orgasmo: a importância do prazer na saúde física e mental

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Quando comecei a pesquisar, em 2006, sobre a homossexualidade para escrever o meu livro O Armário, descobri algo interessantíssimo: o problema da homossexualidade não é só dela. Temos um problema muito maior: a sexualidade humana. A sociedade em geral não fala nada sobre sexo. Para ajudar, os pais acabam passando (isso quando passam!) aos filhos o que sabem sobre o assunto: praticamente nada. Ou, quando não, dizem que a escola é que deve tratar destes temas. E a escola, que isso é responsabilidade da família. Resumindo? As pessoas tem sérias dificuldades de falar sobre aquilo que dá prazer, é bom, saudável e faz bem para todos nós que praticamos.

Falo isso pois hoje é comemorado o Dia do Orgasmo (31/07). A data foi criada por uma rede de sex shops da Inglaterra em 1999, com a finalidade de debater a importância de uma vida sexual mais satisfatória. Seu primeiro slogan foi “Atinja, não finja”, pois naquela época, 80% dos ingleses não chegavam ao orgasmo.

Eu vivo falando e citando o livro A Função do Orgasmo, do Wilhelm Reich, discípulo de Sigmund Freud e pai da “Psicologia Corporal”. Reich acreditava que todos nós temos uma energia de pulsão. As células pulsam. Se a célula para de pulsar, por alguma neurose ou afins, resultantes da sociedade opressora, ela fica rígida e, se não for feito algo para relaxar novamente, ela morre e pode té se tornar cancerígena.

Ainda segundo ele, a única forma de promover um curto circuito no organismo vivo, capaz de relaxar todas as células do corpo, eliminando a neurose (que ele chama de couraça muscular) é tendo um orgasmo pleno e satisfatório. Entretanto, as pessoas que possuem uma vida sexual ativa, acabam tendo “mini orgasmos”. E que não é suficiente para dar esse curto circuito orgástico. O que ele sugere, neste livro bem complicado de se ler (até para quem é formado em psicologia, como meu caso), é que o ideal é um orgasmo resultante de um gozo tão pleno onde ele é promovido não apenas com os órgãos sexuais, e sim, um orgasmo onde envolve os órgãos e o corpo todo: todo o seu corpo goza de uma maneira tão intensa, única, que seu corpo fica relaxado por dias!

Esse orgasmo pleno, segundo Reich, é a única forma de promover uma vida mais saudável (física e psiquicamente) para todas as pessoas. Caso contrário, se não tiver esse orgasmo, as pessoas permanecerão com suas couraças musculares tensas, com possibilidade de câncer e bem irritadas/nervosas/chateadas no dia a dia.

Claro que dei uma resumida na teoria dele, que eu amo de paixão. Talvez, por ter estudado tanto sobre sexualidade, eu tenha essa facilidade de falar abertamente sobre o tema. Sem problema algum. E essa teoria é a teoria da minha vida. Tanto que, na minha página do Facebook, outro dia citei que a prática do guinouge (sexo sem penetração) não serve pra mim. Embora respeite seus adeptos. Justamente por conta do livro A Função do Orgasmo.

Essa teoria do Reich também lembra aquele ditado popular, quando alguém fala de alguém estressada: “Fulana está assim por falta de sexo, só pode!”. Esse ditado popular é baseado na teoria do Reich. Tem lógica. Tem fundamento psíquico. Tem estudo acadêmico provando isso.

Por isso, e pelo prazer em si que o sexo e o orgasmo dá, eu digo e repito. Neste Dia do Orgasmo, e em todos os dias da sua vida, concentre-se em melhorar esse seu lado (caso não esteja ativado). Lógico que cada um é cada um e aqui é apenas uma sugestão. Mas eu acredito realmente que, para uma vida mais saudável (física e psíquica), praticar sexo é ainda um dos prazeres mais incríveis do mundo. Eu, particularmente, me dedico sempre que posso. 😉

Só tem que cuidar com o excesso. Tudo em excesso é prejudicial. Tudo.

Se gostou, comenta, compartilha, divulgue. Desejo a você, muitos orgasmos! Tanto os orgasminhos quanto os orgasmo intensos, também chamados de hiperorgasmos (aliás, tem livro com técnicas de como se chegar nele por ai).

Divirtam-se. E até breve!

Quando um LGBT diz que votará no Bolsonaro, mostre este vídeo! Compartilhe!

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Cada um vota em quem quiser. E viva a democracia. Mas estou do lado daqueles que acreditam que o Bolsonaro não é um bom candidato não só pela homofobia que ele vem vomitando ao longo dos anos na mídia (vídeo abaixo prova isso) como o acha totalmente incapaz de ser presidente de um país (basta ver a quantidade de projetos aprovados durante toda a sua carreira política).

Não vou bloquear amigos LGBTs que votarão nele. Mas confesso que olharei meio torto para alguém que é LGBT e vota em um candidato que se posiciona agressivamente contra os LGBTs ao longo de toda a sua carreira. Por isso, insisto, se conhece algum LGBT que vá votar no Bolsonaro, mostre esse vídeo a ele/a.

As vezes, bem as vezes, penso que estes LGBTs que votarão no Bolsonaro sofrem da Homofobia Internalizada, que cito no meu livro sobre a homossexualidade O Armário. Aliás, alguém mais suspeita disso? O cara é gay, mas, inconscientemente, acha que a homossexualidade é errada e, por isso, dá voz a quem diz que a homossexualidade é errada (mesmo sendo gay). Triste isso. Quem nunca ouviu falar de homofobia internalizada, clica nos links acima.

Enfim, cadê o orgulho de sermos quem somos? Falta. E muito. Infelizmente.

Mas vamos ao vídeo. E, quem puder, compartilha. Afinal, se o Bolsonaro ganhar as eleições, todos os LGBTs brasileiros perderão. Inclusive, muitas conquistas que muitos lutaram por anos para ter de forma igualitária aos heterossexuais.

Bolsonaro, não!

Hospitalizado após fazer oral em um rapaz com 25cm, jovem diz que está bem!

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Acho que algumas polêmicas são necessárias pra gente entender que riscos existem, e em todas as áreas da vida, inclusive na cama. E isso aconteceu com Fredy Alanis, de 19 anos, que foi parar no hospital após ter chupado um pênis muito grande e ter parte da traqueia comprometida.

O caso ocorreu em janeiro, mas só veio a público recentemente, quando Fredy publicou na sua conta do Twitter uma foto antiga narrando o caso. Ele disse na publicação: “Desculpem pelo ângulo ruim, mas lembrando de quando chupei um pau tão grande que acabei no pronto-socorro”.

Obviamente o caso viralizou na internet. Em entrevista ao site Them, ele contou que o “bem dotado” era um antigo vizinho que ele encontrou em um aplicativo de pegação gay, poucos anos mais velho que ele, e que tinha realmente 25cm.

Fred conta que ficou três dias internado. Na época, ele não disse nada aos seus familiares. Ao perguntarem se os familiares sabiam se ele era gay, o jovem foi bem enfático: “Eles sabem. Só não sabem que sou uma puta”. Lembrando que nem todo gay é puta, assim, como nem todo heterossexual é santo e feito pra casar. Gosto de lembrar sempre disso!

Enfim, a parte boa é que, neste momento, Fredy está muito bem (postou foto recente, inclusive, na academia). Ele só está um pouco chateado pois não imaginava que sua publicação no Twitter se tornaria viral. E, justamente por esta exposição, sua família tem recebido mensagens de ódio.


Minha irmã não tem nada a ver com isso. Tem gente dizendo pra ela que eu devia me matar”, desabafa o jovem. Fora isso, ao perguntar se ele faria tudo de novo, ele é bem enfático: diz que não se arrepende de nada.

Em todo o caso, fica aí o alerta. Fist fuck, dupla penetração e outras peripécias mais hards, inclusive abocanhar uma anaconda por qualquer via, pode causar transtornos e complicações graves. Tudo tem que ser feito sem forçar nada. E, mais uma vez, a dica serve para todo mundo: inclusive heterossexuais, bissexuais e, lógico, nossos queridos homossexuais.

Festa KEVIN promove roda aberta sobre PrEP e PEP em São Paulo

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A festa KEVIN, que acabou de voltar de uma turnê por cidades como Berlim e Amsterdam, volta a São Paulo em julho com a missão de discutir os métodos de PrEP e PEP com o coordenador da área no Brasil, o médico infectologista Rico Vasconcelos. A roda aberta acontece gratuitamente a partir das 16h deste sábado (28), no ZIG.

O diálogo consiste na expansão do leque da KEVIN em ampliar a discussão sobre uma série de tópicos pertinentes à natureza da festa, como: o uso de preservativos, métodos de prevenção e acompanhamento de DSTs, a diversidade e a aceitação de corpos que não são considerados normativos, por exemplos.

O projeto (já publiquei no meu blog anteriormente, leia mais aqui), que acontece em São Paulo e em cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre há mais de dois anos, reúne mensalmente na capital paulista cerca de 700 pessoas no ZIG, que fica na rua Álvaro de Carvalho, 190, centro de São Paulo.

Serviço:

28/07 as 16h – Roda aberta sobre PrEP e PEP no ZIG
Zig: Rua Álvaro de Carvalho, 190, centro de São Paulo.
Evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/298940267513400/

Leia! Como fazer faculdade sem dinheiro?

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Publiquei o texto abaixo na minha página de jornalista e escritor premiado, e recebi muitos elogios inbox e por e-mail. Se você reclama que não tem oportunidades/dinheiro para cursar uma faculdade, leia:

“Das coisas que não entendo. Uma moça outro dia reclamou que nem todo mundo tem oportunidade de fazer uma faculdade (e olha que há vários programas de desconto/bolsas) mas ela passa o dia todo no stories publicando absolutamente “nada” do seu dia a dia. Suspeito que nem trabalha e não é de hoje. Já na outra ponta, diversas matérias como a de catadores de lixo, flanelinhas, ou do menino que vende trufas no centro do Rio, focado em juntar dinheiro para a faculdade. Quer dizer? O problema é sempre do outro. Ninguém se move. Muita gente encostada e só reclamando. Quem quer faz algo não fica de braços cruzados. A crise tá braba? Tá. Mas reclamar sem fazer qualquer esforço não vai ajudar ninguém. Nunca ajudou.”
(Fabrício Viana)

Quem quer, não reclama. Vai lá e faz. Se vira nos trinta. Não seja mais um reclamando da vida.

Aqui segue o post original. Se puder, compartilhe na sua timeline:

ENTENDA: A solidão gay, não é só gay, heterossexuais e bissexuais também sofrem com isso.

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Quem leu meu livro sobre a homossexualidade e os processos psíquicos que envolvem a entrada e a saída do armário, chamado O Armário, que escrevi em 2006 (hoje já se tornou uma das referências sobre o assunto), sabe um pouco da minha história. Me assumi com 17 anos em uma época que não existia internet e nem telefone celular. Faz tempo. Entretanto, ainda hoje, por mais que a Parada do Orgulho LGBT leve 3 milhões de pessoas para as ruas e falemos mais sobre o assunto, a LGBTfobia, pessoas com dificuldades para se assumirem e se livrarem da homofobia internalizada (tem vídeo no meu canal falando sobre ela), ainda existem. E são muitas. Infelizmente.

Entretanto, um discurso que sempre acompanhou a minha vida observando a vida de muitos homossexuais, desde aquela época até os dias atuais, é o fato de reclamarem sempre “que ninguém querer nada  sério com ninguém”. É comum, especialmente em grupos de convivência no Facebook, ver depoimentos de gays solitários, que sofrem de uma solidão profunda, querendo desesperadamente encontrar alguém e reclamando que no “mundo gay” (se é que ele existe, eu nunca o vi!), gays só querem sexo e nada mais.

Novamente, voltando pra homofobia internalizada, onde gays só vem o lado ruim de outros gays e da vivência homossexual, essas pessoas (gays!) que reclamam da solidão gay não percebem que heterossexuais também estão passando pelos mesmos momentos difíceis. E que momentos difíceis são estes?

Bom, vou citar alguns. Como disse ali em cima, eu me assumi em uma época que não existia telefones celulares, nem internet e muito menos redes sociais. Hoje as pessoas estão cada vez mais conectadas. Vejo famílias e/ou amigos em diversos lugares estando o tempo todo colados no celular (novamente, não são apenas gays!). Elas não se conversam, não se olham nos olhos, não se tocam, não se falam.

O problema é então das redes? Lógico que não. Uma vez me perguntaram, porque eu falo tanto da minha relação aberta e poliamorosa, se ter uma “relação moderna” é o futuro das relações. Eu digo sempre que não. Enxergo a evolução das relações humanas como não tendo relação: hoje é possível ser solteiro, viver sozinho e sem sentir solidão (isso é importante!), mantendo alguns contatos afetivos e sexuais com alguns amigos. Afinal, diferente de algumas décadas atrás, onde as pessoas namoravam porque não tinha nada pra fazer durante o dia todo, temos TV, Netflix, cinemas, teatros, bares, baladas, amigos, trabalho e muitas outras coisas no qual podemos nos distrair e elaborar melhor esse sentimento de abando/desamparo que todos nós sentimos (sim, tenho um livro engavetado sobre tudo isso chamado A INCOMPLETUDE)

Mas, voltando, quero enfatizar que a sociedade mudou. As pessoas mudaram. Temos aplicativos de pegação, caça, namoro e paquera, tanto para gays quanto para heterossexuais e bissexuais. As pessoas estão se tornando mais independentes. E sempre que alguém critica algo do “mundo gay” eu sempre faço, automaticamente, uma analogia com o “mundo heterossexual”. Tem muito heterossexual promiscuo, tem muito heterossexual que transa muito e não quer nada com nada. Falam de darkroom em boates gays, mas esquecem da quantidade de boates heteros (na Rua Augusta tem várias) onde heterossexuais transam. E transam tanto quanto. Sem falar nas casas de swing ou afins. E não há nada de errado com isso. Aliás, sexo é bom. Sexo é vida. Para quem acha que sexo é ruim, é sujo e afins, leia o livro A Função do Orgasmo, do Wilhelm Reich (é um livro chatinho de ler mas tem uma teoria muito legal sobre o quanto praticar sexo é saudável!).

Quando um homem gay reclama da sua solidão, ele esquece que precisa olhar para outros horizontes. Um colaborador meu, de São Paulo, jovem, outro dia estava desesperado para encontrar seu grande amor. Eu tentei ajudar. Falei, procura estudar, se dedicar aos estudos, procurar emprego, busque outras coisas e quando o amor aparecer, apareceu (desempregado, sem estudar, com problemas familiares, se sentindo cada vez mais solitário, percebi que a busca de um namorado seria mais para solucionar sues problemas do que ele mesmo se ajudar: e ele realmente precisa de ajuda, ele precisa realmente ajudar ele mesmo antes de qualquer coisa!). Quanto mais ficar na fissura de se procurar um grande amor, mais se sentirá frustrado e chateado com isso. Ele até que me respondeu: “Pra você é fácil, acesso seu Instagram todos os dias, você é um cara interessante”. Agradeci e falei, então torne-se um cara interessante também. Destaque-se. Saia do comum. Estude. Trabalhe. Cuide da aparência. Cuide da sua vida. Leia bons livros (atualmente ele está lendo dois meus) e por aí vai indo.

A solidão é um mal que atinge muita gente. E vai atingir mais ainda conforme formos avançando. Mais gente depressiva, mais gente usando e abusando de drogas (remédios pra dormir também é droga!), mais gente se contaminando com IST (infecções sexualmente transmissíveis) e não se tratando (precisa tratar, caso não goste ou não use camisinha, independente de ser gay, hetero ou bi) e mais pessoas se afundando. Você não precisa ser essa pessoa.

A dica é mudar o foco. Mesmo porque nem todo mundo sofre de solidão e são bem mais felizes (você pode ser uma destas pessoas!). Eu acredito muito na lei da atração. Inclusive recomendo o livro O Segredo ou o documentário (tem na Netflix). Se a gente pensa em sentimentos ruins, atrai sentimentos ruins. É uma bola de neve (foco nos sentimentos bons!). Mas, para a solidão, tem inúmeras coisas que podem ser feitas hoje em dia. Entender como ela funciona é uma delas. Neste meu novo livro A INCOMPLETUDE, engavetado (mas que ainda vou terminar), será uma ótima explicação para quem quer se aprofundar e eliminar a solidão (enquanto isso, pesquisa sobre o funcionamento/dinamismo do amor na vida intrauterina – visão psicanalista). Outra é eliminar o tempo ocioso. Temo ocioso, tédio, essas coisas, geram carência. Quanto mais engajado, mais distraído em coisas que você gosta, mais tempo que passa com você mesmo, se sentindo bem, menos solidão sentirá.

Infelizmente, muita gente ainda tem pavor da sua própria companhia. Ir a uma balada sozinho? Nem pensar. Cinema? Jamais. Cinema foi feito para ir a dois, com namorado ou namorada. Pensa a maioria. Mas estamos errados. Você é a sua melhor companhia. Estar na presença de si mesmo, se sentir seguro, apaziguado, é uma das coisas mais incríveis da vida. Se tem dificuldades, desliga o celular e vá ver um filme no cinema sozinho. Curta sua companhia. Pratique.

Então, quando ver algum gay (LGBTs, no geral!) reclamando da solidão gay, tente mostrar isso. A solidão não é e nunca foi um problema exclusivamente “gay/LGBT”. A sociedade mudou. Estamos cada vez mais solitários, transando muito (alguns, e, novamente, não tem nada de errado nisso: as pessoas praticam sexo, e é tão saudável quanto!), mas o que mais importa é você estar bem consigo mesmo. Se não está, precisa aprender. Não digo se isolar do mundo, precisamos de amigos, contato pessoal, olho no olho e por aí vai indo. Até mesmo, deixar o celular de lado, muitas vezes, fará um bem danado para a sua saúde.

Apenas não critique o tal “mundo gay” achando que as coisas são horríveis só para quem é gay. Não. Não são. As mesma quantidade de coisas ruins que você está vendo no “mundo gay”, saiba que no “mundo heterossexual” e no “mundo bissexual”, também existem. Ao invés de focar nas coisas ruins, foque nas coisas boas que te façam se sentir bem (brinque com seus cachorros, escute musicas que te coloquem pra cima, ligue pra um amigo que te faz bem ou familiar, invista no seu bem mais precioso: você, etc): novamente, lei da atração. Foco em se sentir bem, fazer o bem, para atrair o bem. Mantras ensinados no livro O Segredo.

O “mundo gay”, se um dia existir, deve ser colorido. Não sombrio como muitos estão pintando. Pinte-o com as cores alegres do arco-íris e atrairá as cores do arco-íris e toda a sua alegria!