Vídeo: Anitta irrita LGBTs e fala no seu stories porque não faz campanha política



Anitta irrita LGBTs e explica porquê não faz campanha política nestas eleições. Na minha opinião? Ela está certa. Ela não é militante LGBT. Ela é artista. Ela é cantora. Seria muito bom se ela fizesse como diversas outras personalidades e manifestasse apoio às causas LGBTs neste momento tão importante? Sim, seria. Ela fez por livre e espontânea vontade? Não. Daí o que alguns LGBTs fizeram? Foram lá e atacaram a cantora.

Ela, mulher incrível, postou um vídeo no seu stories do Instagram. Antes, algumas de suas falas que merecem destaque:

“Não é porque sou uma artista e tenho uma vida pública que eu sou obrigada a dizer qual é o meu voto. E que eu deva receber ameaça e xingamento por eu não falar publicamente sobre isso. Eu não sou obrigada a fazer campanha política para ninguém por eu ser uma pessoa pública”

“Eu estou aqui quieta no meu canto, fazendo o meu papel, o papel que eu escolhi pra minha vida que é ser cantora. Eu estou exercendo esse papel.”

 

 

“Eu respeito para ser respeitada.”

“Sou a favor do respeito. Eu respeito as diferenças. Eu respeito para ser respeitada. Eu estou me sentindo muito desrespeitada neste momento por eu não poder exercer um momento que é meu.”

Alguns já a acusam de viver de pink money. Gente, Anitta chegou onde chegou não foi graças aos LGBTs! Foi graças ao seu esforço, talento e expertise dela! Quem a convidou e pagou seu cachê altíssimo para estar na Parada LGBT de SP foi a Skol. Ela vai onde pagam. “O papel que eu escolhi pra minha vida, que é ser cantora!”.

É quase o mesmo mimimi sobre o que aconteceu com o Nego do Borel há alguns meses. Ela disse que faz parte da comunidade LGBT. Sim, minha mãe também faz. Mas fazer parte da comunidade LGBT não significa ser militante LGBT. Ela não se pronunciou sobre #elenão. Conheço inúmeras pessoas que são parte da comunidade LGBT e não se pronunciaram. Elas são obrigadas? Não. Não são. O voto é secreto. Garantido por lei. Exigir uma posição de Anitta neste sentido é não ser tolerante. Sim, muitos pregam a intolerância e respeito ao próximo mas estão agindo de forma contrária.

Querem boicotar? Boicotem! Ela deixará de ser tudo o que ela é? Deixará de fazer shows? Deixará de ganhar muito dinheiro? Deixará de fazer todo o sucesso que faz? Não. LGBTs equivocados com a atitude dela deixarão de rebolar a raba quando tocar suas músicas por aí? Não. Então parem de hipocrisia (semana que vem todo mundo esquece e voltam a amá-la!)!

Logo, se querem ser militantes (mesmo de Internet, pois na ONG que eu presto serviços não aparece ninguém arregaçando as mangas), concentrem-se em quem se posiciona publicamente contra os LGBTs. A histeria é tanta que já tem até campanha para deixar de seguir a artista.






Fabrício Viana é jornalista (MTB 80753/SP), escritor premiado e bacharel em psicologia. Com mais de 20 mil leitores, Viana é autor do livro O Armário (sobre a homossexualidade), Ursos Perversos (literatura erótica), Orgias Literárias da Tribo (coletânea LGBT premiada), Theus: Do fogo à busca de si mesmo (romance com temática gay) e outras publicações. Entre seus projetos, destacam-se o Educando Para Diversidade e a Bons Livros Editora Digital. Siga seu Canal no Youtube e suas redes sociais.
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