Pois é, minha primeira formação foi em psicologia e lá eu li um livro chamado “Ter ou Ser“, do brilhante psicanalista, filósofo e sociólogo alemão chamado Erich Fromm. No livro, de forma bem resumida mesmo, ele fala sobre as pessoas que precisam ter para ser (precisam ter carro do ano, casas, bens materiais, etc) para serem alguém em nossa sociedade. Sendo que é possível, e muito, você ser alguém sem necessariamente precisar ter algo de fato: sua essência, personalidade e caráter são o que realmente importam. Ou deveria importar.

Vocês já viram isso acontecer? Conhecem alguém? Que muitas vezes não tem “porra nenhuma” (no português bem claro!) mas, ao invés de assumirem isso e viverem de forma humilde, elas querem mostrar as demais que “tem algo” para poderem “ser socialmente” alguém? Bom, eu já conheci várias.

E, para piorar, parece que a sociedade oferece produtos para estas pessoas. Lembro-me quando lançaram o iPhone e muita gente viu o novo celular da Apple como objeto de luxo, várias empresas em São Paulo começaram a oferecer o aluguel do aparelho para que você pudesse frequentar eventos, festas e baladas “topzeras” mostrando que o aparelho “caríssimo” era seu. Quando publiquei uma matéria no meu Facebook vários amigos torceram o nariz. Mas, gente, estas coisas só não existem como tem muita gente que paga/consome e compra: só pra tentar dizer que tem, pra ser alguém. Triste, não?

Hoje, zapeando no Mercado Livre, eu vi este anúncio. Uma câmera totalmente FAKE, que você adapta no seu iPhone só para ele parecer que é a versão mais atual (e mais cara e mais desejada) do novo iPhone. Em alguns anúncios o vendedor deixa claro: não há conectores e nada muda no aparelho, a mudança é apenas estética mesmo.

Ai eu fiquei pensando. Eu sou muito eu. Até demais. Vivo falando que apesar de ser jornalista, blogueiro e ter mais de sete livros escritos e publicados (inclusive alguns dos meus livros são premiados) eu levo uma vida muito simples e humilde. Não tento, e nem faz parte da minha personalidade, demostrar ser alguém que não sou. Mesmo porque, é igual você enviar foto fake que não é sua pelos aplicativos de pegação: uma hora a outra pessoa descobre a verdade e aí, como tu fica?

Não, não e não. Prezo e sempre prezei pela autenticidade. Mas tem muita gente que não preza e usa destes artifícios para ser uma pessoa que não é. Vocês conhecem alguém assim? Usariam um acessório deste só para mostrar que tem um telefone caríssimo, sem, de fato, ter um?

Comenta/compartilha. O ser humano as vezes me dá medo.

E, lógico, se puder, leia o livro “Ter ou Ser” para sua própria evolução.

Recomendo, e muito.

Bjãozão do careca aqui.

Ps: fico imaginando alguém que tenha comprado esse “adesivo” e na festa/balada o amigo ou amiga pedir pra ver e tirar fotos com as três câmeras kkkk

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