Na semana retrasada, uma jornalista achou meu site pelo Google (pesquisou “casamento aberto“, “swing“, etc) e me mandou e-mail convidando para um bate-papo sobre esta nova forma de “amor“. Como não teve resposta me ligou no celular. A conversa foi mais ou menos assim:
- Boa tarde, sou a FULANA do site XXXX (relacionado a motéis). Estamos fazendo uma matéria sobre casamento aberto, você poderia comparecer aqui na semana que vem?
- Olha, não é muito meu foco divulgar tanto nossa intimidade, mas se for para o bem de todos, tudo bem.
- Ótimo, e que horas você e a SUA ESPOSA poderão vir?
(segundos de silêncio, respirei fundo e continuei)
- Desculpa mas você leu meu site?
- Sim, vi que você é escritor, casado, tem relacionamento aberto, postou sobre swing, isso e aquilo…
- A tá… mas você… não leu… que eu sou… GAY?
(segundos de silêncio da jornalista burra)
- Não… mas… você… pode… trazer… seu companheiro, claro!
(como eu já conheço o site a vários anos e sei que o foco deles são casais heterossexuais, soltei um sorriso amarelo pelo telefone e continuei)
- Claro que vamos! Depois eu leio o e-mail e te respondo ta bom?
(ela, ainda tonta e sem saber o que estava acontecendo direito, insistiu para não ficar sem graça)
- Ótimo, preciso que você me dê certeza até segunda-feira sem falta, ta?
Respondi que sim e ela desligou. Segundos depois recebi o e-mail da mesma dizendo algo parecido “Conseguimos nosso entrevistado, não será mais necessário sua presença, obrigado!”.
E assim a vida continua. Ela foi burra e desatenta, principalmente por entrar em contato (de forma desesperada) com alguém sem pesquisar nada a respeito e o site, preconceituoso pois poderia “abrir” o tema também para casais homossexuais (até hoje nunca vi nada a respeito publicado lá).
Publicado por Fabrício Viana, autor
do livro O
ARMÁRIO (Homossexualidade),
em
16 de julho de 2010
- Literatura Gay -



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Sempre pensei q jornalistas fossem pessoas inteligentes e de “mente aberta”, e claro, ao menos soubessem ler. Pelo visto, essa daí não é uma coisa nem outra. Lamentável! Ainda bem q há muitos e muitos veículos bem mais confiáveis q a revista desta tal jornalista.
Parabéns pela sua atitude frente a ela!
PS- Espero q vc esteja bem de saúde! Abraços!
Deve ter sido uma comédia. Mas só pra sacanear, você podia confirmar a entrevista, e ir com o seu marido na hora. Imagine a cara deles na hora que vissem dois machos…
Forte abraço.
Realmente uma vergonha para um entrevistador…
Sem falar do entrevistado…
Por que eu sou um aluno de rádio e tv do 1º ano…
E o professor deixa bem claro que ao solicitar uma entrevista com alguém…
Deve estudar muito sobre a pessoa e sobre o assunto abordado…
Mas ela deve ter aprendido agora néh…
Abraços amigo…
Fabrício, o que me espanta é que finalmente você meteu a boca no trombone e desabafou.
Tenho escutado tanta asneira em entrevista de TV comigo, já chamei atenção até de responsável por gerador de caracteres e corrigi jornalista ao vivo quando se referia a homossexualismo na hora de falar homossexualidade. Não sei se é burrice ou desatenção (ou, má vontade?) Aliás, está difícil de tirar o “ismo” da TV, mas aquelas gentes sabem o que é diversidade e já decoraram o LGBT. Os outros “T’s” é para cursinho mesmo, hahaha. Pega um pastor evangélico radical pela frente, e deputado ainda e você verá que a moça “foi fichinha”, perto daquele. Beijo!
Esta pessoa nao pode nem ser chamada de entrevistadora e sim de “perguntadora ” !!!!!!!
Tem que ri pra não chorar.
pena q piadas práticas dao trabalho demais, essa dava uma boa