#HOMOFOBIA Isildinha Muradas mente: ela se intitula pedagoga desde Outubro!

0
1078



Embora uma obra de ficção, quando eu digo que o protagonista do meu meu romance com temática gay chamado THEUS é internado em uma fazenda religiosa que “cura homossexuais” alguns torcem o nariz. Existe isso nos dias de hoje? Sim. Existe e muito! Infelizmente. Mas não são divulgados. Os casos vão sempre “pipocando”. A “bola da vez” é o cartaz propondo como “prevenir” e “reverter a homossexualidade” pela pastora Isildinha Muradas que também se intitula pedagoga. Depois da revolta nas redes sociais, o cartaz foi retirado e Isildinha disse em entrevista ao portal G1 (além de vídeo e texto em seu perfil no Facebook) que jamais falaria que é pedagoga, afinal, sua profissão é de dentista. E que tudo não passa de um grande “erro da arte” feita por outro pastor.

curagay
Reprodução / Redes Sociais

Além do tema que não condiz com os estudos da sexualidade humana, psicologia ou pedagogia. Afinal, não é possível “prevenir” ou “reverter” a homossexualidade (também falo isso no livro meu outro livro, O Armário), Isildinha mente pois em uma entrevista em vídeo ela deixa claro que é pedagoga sim (em 1 minuto)! E ainda fala sobre educação e as diferentes áreas da pedagogia (em 12 minutos). E isso já caracteriza crime por exercício ilegal da profissão. É a mesma coisa do que eu ir em um programa de TV e dizer que sou médico (coisa que não sou), e ainda criar uma palestra/curso me intitulando como médico. Assista agora mesmo o vídeo:

O caso também chegou ao conhecimento da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais. Segundo Juliana Lobato, presidente da comissão, a divulgação da palestra caracteriza claramente uma postura discriminatória da igreja e poderá caber ações civis e criminais.

A Associação Brasileira de Psicopedagogia afirmou que repudia a temática da palestra proposta, que não se embasa na psicopedagogia qualificada academicamente e comprometida com o exercício profissional responsável. Já o Conselho Regional de Psicologia de Minas (CRP-MG), deixou claro que repudiam o tema da palestra e qualquer tipo de discriminação à orientação sexual e identidade de gênero. As duas entidades também afirmaram que não reconhecem Isildinha Muradas como membro.

No geral, ao que tudo indica, o preconceito, a ignorância e o desrespeito de alguns religiosos fundamentalistas sobre a homossexualidade é tão grande que eles enfiam mesmo o “pé na jaca”. Triste. Triste mesmo.