“Pra quem diz que somos dois meninos, sinto muito transfóbicos mas vcs que lutem pq somos duas MULHERES TRANS!✨✨”.

Em 2006 quando escrevi meu primeiro livro sobre a homossexualidade chamado (O Armário) pouco se falava sobre orientação sexual e menos ainda sobre identidade de gênero. O mundo evoluiu, hoje temos a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo (onde me orgulho de trabalhar como jornalista) e graças as redes e as mídias sociais passamos a falar mais sobre os temas que envolvem estas questões: são centenas ou milhares de perfis, páginas, canais no youtube e afins. Tudo isso ajudou, ajuda e ajudará muito. E a muita gente.

Por isso hoje, quando eu me deparo com algum perfil de gente nova, empoderada, que tem um bom discurso e que merece destaque eu vibro. Afinal, se eu “saí do armário” e escrevi livros para ajudar outras pessoas a também saírem do armário (hoje já publiquei mais de sete, cinco são com temática LGBT – alguns premiados), acredito que cada pessoa LGBTQI+ que mostra de cara limpa quem ela é, sua personalidade, é uma força a mais para que outras pessoas na mesma situação possa vê-la como exemplo.

E foi exatamente isso que eu senti ao cair no perfil @gemeossgama no Instagram. Logo na primeira foto, a frase empoderada das meninas “Pra quem diz que somos dois meninos, sinto muito transfóbicos mas vcs que lutem pq somos duas MULHERES TRANS!✨✨“. Incrível, não? Uma afirmação da sua identidade de gênero logo de cara: um grito ao mundo do que, de fato, elas são e sempre serão: mulheres transexuais.

Curioso, conversei com uma delas e fiquei ainda mais apaixonado pelas duas. Elas são realmente gêmeas, tem 17 anos e moram na Baixada Fluminense (RJ). Me contaram que sempre se sentiram mulheres transexuais desde pequenas (pra quem não entende, a grosso modo: meninas que nasceram em corpos de meninos). E sim, as duas. Quando elas entraram na adolescência decidiram comunicar o fato para seus pais.

Sua mãe aceitou tudo tranquilamente logo de cara. Mas seu pai, embora ainda tenha uma certa dificuldade para aceitar tudo, respeita. Quando ela me falou isso, lembrei que o caso de homossexuais que contam para seus pais é muito parecido: em muitos casos a aceitação é lenta mesmo. Quem leu alguns dos meus livros, especialmente o livro O Armário, sabe bem disso.

Só que, pela nossa conversa, elas me disseram que o que mais ajudou na aceitação familiar foi que sua vó, uma das primeiras a entender e aceitar a transexualidade das duas, também teve uma filha transexual (a tia delas). Infelizmente essa tia faleceu mas, pelo que eu entendi, foi como se ela tivesse trazido o tema para dentro de casa e mostrado que independente de qualquer coisa, existe um ser humano e um coração batendo em busca de amor, sonhos e conquistas. Lindo, não?

E o mais legal, embora as duas estejam saindo da adolescência, já buscam um sonho profissional. As duas pretendem estudar e prestar vestibular para a faculdade de medicina. “Queremos mostrar para o mundo que nós, mulheres trans, somos capazes de tudo! Quebrar essa barreira que ainda existe sobre nós!“.

Mais uma vez, não tem como não se apaixonar pelas duas. Eu, particularmente, fiquei feliz de ter encontrado o perfil de vocês. Como já disse aqui e sempre falo nas minhas redes sociais, eu amo gente diferente/especial (independente da orientação sexual ou identidade de gênero) e que tem algo a mostrar para o mundo. E acho que as duas estão no caminho certo. Continuem sendo quem vocês são, e empoderadas!

Obrigado meninas! Bejão e sucesso pra vocês!

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5 COMENTÁRIOS

  1. Sou professora delas, são muito dedicadas estudiosas e disciplinadas. Adoro amo de paixão. Queria ter mais alunos (as) dedicadas assim.

    • Mas nem sempre o fotografo ou amigo é citado em fotos que são tiradas/publicadas. Cada caso é sempre um caso. 😉

  2. Olá bem que este escritor poderia fazer uma doação destes livros dele…
    Amei cada título. Queria todos… Uhu..

    E referente às meninas.. muito lindas, apoderadas, e feliz…

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